Grupo Montalva/Izidoro: nova imagem, mais produtos e mercado alargado

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A centenária empresa do Montijo não pára de surpreender. O investimento nas suas unidades no centro e sul do país é constante. A inovação na oferta é encarada quase como uma missão. Na vertente exportação, a partir deste ano, a carismática Izidoro ganhou mercado na China e Coreia

 

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2011 foi um ano marcante para este gigante português do sector de actividade pecuária. Depois de um período em que não passou incólume à crise financeira, que assolava o país na altura, encetou o caminho da recuperação. O primeiro passo foi dado com a nomeação de Luís Rodrigues como novo CEO do Grupo Montalva/Izidoro. Com a sua experiência como gestor e profundo conhecedor do mercado, renovou equipas de trabalho, definiu prioridades e estratégias. Passados oito anos o Grupo Montalva/Izidoro alargou a sua influência no mercado nacional, lançando novos e inovadores produtos. O ano de 2019 fica marcado por três momentos de capital significado: Foi lançada nova imagem de marca, de uma empresa centenária, mais consentânea com os novos tempos “piscando” assim também o olho às novas gerações; O investimento no âmbito da política ambiental do Grupo Montalva/Izidoro, para datar quatro das suas unidades industriais com painéis solares fotovoltaicos. As instalações localizadas no Montijo, Torres Novas, Milharado e Santarém vão beneficiar de um investimento de cerca de 3 milhões de euros para a instalação de unidades de produção de energia renovável para autoconsumo (UPAC), fruto da parceria a 15 anos estabelecida com a Helexia; Sendo um dos principais players no mercado nacional, o Grupo Montalva/Izidoro, também tem vindo a ganhar quota na exportação. Espaço que alargou este ano com a produção para a China e Coreia. O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO falou com Luís Rodrigues. O CEO da empresa localizada n Montijo mostrou-se satisfeito com a realidade actual e optimista em relação ao futuro.

 

Neste ano de 2019, até ao momento, quais são os pontos altos na actividade da empresa?

A Izidoro, marca com mais de 100 anos de história, apresenta agora um novo logo e uma nova assinatura, “Somos Criadores”, que reflete a sua identidade 100% portuguesa, especialista a trabalhar a carne e que está presente do prado até ao prato de forma apaixonada, assegurando por isso qualidade e sabor em tudo o que faz.

Reforçámos o nosso papel de líderes da inovação na categoria, com novos produtos assentes em benefícios funcionais que respondem às tendências de consumo.Neste contexto, lançámos soluções em três eixos diferentes, uma que vem reforçar a nossa oferta mais saudável, outra que explora o eixo da funcionalidade e outras ainda que exploram a vertente da conveniência e das refeições rápidas, tudo dentro das 3 categorias da marca Izidoro, Talho, Charcutaria e Mercearia. Investimos nas pessoas, através da formação para aumentar as suas competênciase do recrutamento de mais pessoas para diferentes áreas da organização. Investimos na qualidade dos nossos produtos,nas nossas unidades industriais de forma a assegurar  certificações de qualidade mais exigentes. Crescemos significativamente as vendas de carne cuvetizada, afirmando a nossa liderança neste mercado. Mantemos o volume de negócios apesar da conjuntura adversa , fruto da nossa solidez e das nossas iniciativas.

 

Até ao final do ano as expectativas são de manutenção do actual cenário ou há margem para alguma surpresa?

A nossa inovação vai chegar a mais consumidores, por via do aumento da distribuição dos produtos.O volume de negócios vai crescer e a marca Izidoro vai ganhar quota de mercado. Vamos obter mais uma certificação de qualidade muito importante. Em termos de evolução do preço da matéria prima (porco), não existe espaço para surpresa, uma vez que o aumento no segundo trimestre foi muito grande.

 

Que análise faz do mercado actual?

Em termos positivos destacaria três pontos: o mercado de carne fresca cresce em volume (5%) e ainda mais em valor (7%), quer em bovino quer em suíno;O preço da carne de porco estabilizou nos últimos dois meses;O mercado tem que se reinventar e as empresas que melhor estiverem preparadas para essa mudança, são as que vão vencer. Estamos certos que temos a proactividade e flexibilidade necessária para acompanhar as novas tendências.

Pelo lado negativo quatro observações: as categorias de fiambre e salsichas registam quedas em volume superiores a 3% e 1,5%, respectivamente; a categoria de transformados não se reinventa e perde consumidores; acrescente preocupação com a alimentação saudável e com tendência para consumo de produtos menos transformados. E, finalmente, está na moda dizer que a carne faz mal, quer pelo efeito da sustentabilidade ambiental quer pelo efeito na saúde.

 

A relação do Grupo Montalva com as comunidades onde estão inseridas cada uma das suas unidades é bastante referenciada no exterior. No Montijo  56% dos colaboradores residem no concelho. Na prática que diferença faz esta realidade?

Para nós é muito importante construir comunidades mais fortes, com melhores condições de vida e issopassa, por exemplo, por ter emprego próximo do local de habitação. Por outro lado estamos a contribuir para o desenvolvimento do país fora dos grandes centros urbanos.

Outra das vantagens tem que ver com a nossa política ambiental e com a pegada ecológica, quanto menor for a distância entre a casa e o trabalho, menor será o impacto em CO2.

A principal diferença está na forma como as pessoas sentem a empresa e as suas marcas. Há um maior compromisso e orgulho.

 

Qual particularidade que, no global, define a Montalva e a faz diferente de toda a concorrência?

Somos uma empresa 100% portuguesa com mais de 100 anos de história, especialista a trabalhar a carne, do prado ao prato. Temos a cadeia de valor integrada desde a alimentação animal até ao produto final, desde carne fresca (embalada e em peça) a carne transformada (fiambre a salsichas).Fazemos produtos alimentares, por isso trabalhamos com pessoas e para pessoas. Um dos exemplos mais recentes foi o recente investimento na produção de energia solar.

 

O Grupo Montalva assume claramente a imagem de uma empresa inovadora. Pode dar exemplos práticos que sustentem essa posição?

Para a marca Izidoro a inovação tem sido o principal factor de crescimento da marca, representando mais de 10% do volume de vendas. Para 2019 os nossos objectivos de inovação são ainda mais ambiciosos. Reconhecendo que a qualidade e o sabor são os pilares base dos nossos produtos, este ano a Marca reforçou a sua oferta com soluções que vão ao encontro das tendências de mercado e das necessidades dos seus consumidores. Concretamente lançamos: na gama bem estar e em salsichas e fiambre – um conjunto de produtos menos calóricos, Fiambre Perna Extra e Fiambre Peito de Peru, com fatias finas de 110g, em que cada fatia de fiambre tem apenas 8 Kcal. No segmento Salsichas, cada frasco apresenta 5 salsichas 100% Peru com apenas 22 Kcal por salsicha, ou 100% Porco com apenas 30 Kcal por salsicha.

Ainda na gama bem estar, lançámos em frescos os hamburgueres mistos com vegetais, espinafres e cenoura. Na gama mainstream, lançámos fiambres e salsichas com mais 30% de proteína. Associado a conveniência e praticidade lançámos subgama de Cubos de fiambre e bacon e umas cuvetes de carne fresca com blisters de molho Paladin incluídos.

 

Por Luís Pestana

Fotos Alex Gaspar

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