JJ Torcato: Experiência e qualidade

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A empresa situada às portas de Palmela fabrica, monta e repara máquinas para os mercados do vinho e azeitona. Pela qualidade que apresenta conquistou o distrito de Setúbal e, aos poucos, também o país

 

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A história da JJ Torcato começou a escrever-se no longínquo ano de 1956 pelo seu fundador José João Torcato. A primeira unidade de produção estava localizada na vila de Palmela. Com o aumento de produção veio a necessidade de alargar o espaço e, assim, foi construído, há cerca de 40 anos, o actual edifício, mais amplo, mais funcional, mais de acordo com a procura que a firma tinha.

No presente, as operações são dirigidas por João Carlos Cordeiro, estatuto assumido há 28 anos. Recebido o “testemunho” do seu padrinho, fundador da empresa, para dar continuidade a este projecto de cariz familiar, dinamizou e potenciou cada vez mais a JJ Torcato. Neste momento, conta com 12 trabalhadores para fazer um mercado muito específico.

 

 

“Os nossos muitos anos de experiência são muito importantes. Também fundamental é a nossa capacidade de resposta, quer na produção quer no acompanhamento e assistência e a qualidade dos materiais que usamos”

 

 

 

No distrito de Setúbal, a JJ Torcato “não tem concorrência local”, começou por revelar João Carlos Cordeiro a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO. “Mas não quer dizer que não exista. Temos algumas empresas de fora a tentar este mercado mas o nosso posicionamento dá-nos uma grande vantagem”, acrescenta. Mas não é apenas esse pormenor que faz a diferença na hora do cliente escolher. “Os nossos muitos anos de experiência são muito importantes”, acrescenta.

“Também é fundamental a nossa capacidade de resposta, quer na produção quer no acompanhamento e assistência e a qualidade dos materiais que usamos para fazer o produto final”, realça João Carlos Cordeiro. “No fabrico das máquinas há partes que são importadas mas a maioria é feita por nós”, especifica.

 

“Todos os anos conseguimos novos clientes. Paralelamente temos clientes que querem aumentar a sua estrutura por isso estes são dois ramos de actividade com grande dinâmica”.

 

 

 

O cliente-alvo da JJ Torcato encontra-se em dois mercados distintos; vinhos e azeitonas. “Nos vinhos temos como clientes praticamente todas as adegas da nossa região. Mas também produzimos e montamos máquinas e fazemos reparações de sul a norte do país, com especial incidência na Beira Baixa, Beira Alta e Douro. Na azeitona só fabricamos para a conserva. Aqui, a maioria, quase totalidade, dos clientes estão localizados no Alentejo”, explicou o dirigente.

Com a reputação em alta num mercado de grande dimensão “todos os anos conseguimos novos clientes. Paralelamente, temos clientes que querem aumentar a sua estrutura por isso estes são dois ramos de actividade com grande dinâmica”. De alguma forma sazonal, o período de grande actividade situa-se na segunda metade do ano com as vindimas e a apanha da azeitona. “E, depois, nos outros meses do ano? Mais trabalho. Temos assistências e reparações e, muitas vezes, adiantamos trabalho durante esse período de menor procura. As máquinas são standard, por isso podemos construí-las atempadamente”, acrescenta.

 

“Nos vinhos temos como clientes praticamente todas as adegas da nossa região. Na azeitona só fabricamos para a conserva. Aqui, a maioria, quase totalidade, dos clientes estão localizados no Alentejo”.

 

 

A conversa com João Carlos Cordeiro aconteceu numa fase de intensa laboração da empresa, em pleno período de vindimas, que este ano estão a dar “dores de cabeça” a quase todos os envolvidos neste ramo agrícola. A culpa é do tempo. “A vindima começou mais cedo do que previsto e apanhou-nos de surpresa na altura. Isto numa altura em que se conjugam estas duas áreas, a vindima e a azeitona. Tudo tem corrido mal, mesmo para o viticultores que também tiveram problemas. Mas é uma situação que estamos a conseguir contornar de forma a satisfazer os nossos clientes”.

Recuando no tempo para olhar mais à frente, João Carlos Cordeiro, admite que, face à procura, “necessitávamos de mais espaço. Pensámos em mudar mas hoje já não está nos nossos planos”. Neste momento “esta unidade está paga e mudar significaria construir uma nova e nunca remodelar ou acrescentar espaço a esta. Teríamos de envolver a banca no processo e face à actual conjuntura económica esse é um passo que não queremos dar nesta altura”, justifica. Acrescenta, ainda, que “esta unidade está paga, temos uma situação controlada e queremos continuar a desenvolver o nosso trabalho com tranquilidade de forma a servir os nossos clientes cada vez com maior qualidade”.

A terminar João Carlos Cordeiro, operacional, mas também sócio da JJ Torcato formula um desejo:  perpetuar na sua filha a continuidade da génese familiar da empresa. “Espero que a minha filha possa dar continuidade”, afirma com o esboçar de um sorriso confiante. Para já a filha, Andreia Cordeiro, parece dar os primeiros passos nesse sentido. No presente é parte activa do funcionamento da JJ Torcato, assumindo a gerência juntamente com a sua mãe, Miquelina Cordeiro.

 

Por Luís Pestana 

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