Decisores industriais em sinergia para alavancar região

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Representantes políticos e de empresas da região debateram o futuro das empresas e os apoios necessários para contribuírem com mais riqueza para a península e para o país

 

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Durante dois dias o capital global das empresas, incluindo Pequenas e Médias, assim como a capacidade de investigação e inovação esteve em debate no Fórum Municipal de Luísa Todi, em Setúbal. Presente à ideia de acompanhar uma nova ‘revolução industrial’ e novos mercados, ficou a afirmação de que Portugal “não pode ficar para trás”, e nisso tem de ser reconhecida a capacidade das empresas.

O 2.º Fórum Empresarial promovido pela Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) reuniu ontem, e terça-feira, um número alargado de stakeholders de vários sectores desde representantes do poder local, caso do presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, Rui Garcia, ao ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, o economista Vítor Bento e representantes de várias empresas sedeadas no distrito.

Um fórum que se alargou ao debate político entre os cabeças de lista pelo círculo eleitoral de Setúbal, com representação parlamentar, nas Legislativas de 6 de Outubro, que “avançaram o seu compromisso com o futuro industrial e da Península”.

Assim o lembrava Nuno Maia, director-geral da AISET, sobre este encontro que deu um “nítido passo de consolidação institucional” da associação. No encerramento do segundo fórum, frisou a intervenção do académico Vítor Bento que “nos evidenciou os constrangimentos da economia portuguesa e quão árduo e estreito é o caminho para deles podermos sair no futuro”.

Entre os temas que marcaram o fórum, e foi focado tanto nas intervenções de autarcas como nas de representantes do sector industrial, esteve a criação da NUTS Península de Setúbal, seja ela de classificação 3 ou 2. “Constatámos que o acesso da Península ao financiamento comunitário em igualdade de circunstâncias com outras regiões do país e mesmo da Europa é condição essencial para o futuro, no paradigma de excelência industrial que preconizamos”, frisava Nuno Maia.

E, para relembrar compromissos assumidos disse que todos os presentes na sala “ouviram falar de legislação laboral e fiscal, de energia e burocracia, de investimento público e recebemos públicas garantias de interlocução dos deputados, uma vez eleitos”.

Um dos compromissos veio do ministro Pedro Siza Vieira que aproveitou este encontro para anunciar um incentivo à inovação, com uma majoração de 10% face aos apoios existentes, dirigido às Pequenas e Médias e Micro-Empresas da Península de Setúbal.

Nuno Maia destacou ainda o debate sobre a adaptação da Península de Setúbal à indústria 4.0 que reflectiu na necessidade das empresas evoluírem constantemente e criarem estabilidade aos trabalhadores para atingirem maior rendimento. “Avaliámos e discutimos o papel fulcral que o capital humano tem na competitividade e qualidade do nosso desempenho industrial”.

A finalizar, o director-geral da AISET, deixou uma palavra de confiança no futuro da indústria da região, “uma indústria sustentável, geradora de emprego qualificado e, logo, de riqueza, com uma posição bem implantada na Península e parceiro estratégico na definição e implementação de correctas Políticas Públicas de Desenvolvimento”.

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