Sofia Rodrigues: “Ego, sombra e sexualidade sem pudores e sem tabus”

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Sofia Rodrigues. Fotografia de Alex Gaspar

A Arte e a Ciência unidas revelam o melhor e o pior de cada um de nós. Deitam por terra tabus e reconstroem personalidades

 

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“A liberdade da escolha foi do fotógrafo” e eis que surge assim o resultado de algo “bastante espontâneo que traduz o corpo, a dança e a cenografia”. Três elementos que traduzem o trabalho da cenógrafa Sofia Rodrigues.

O momento da fotografia foi de descontracção e reflexão “sobre o trabalho realizado ao nível de performance do corpo e do actor”. Um percurso artístico de muitas expressões.

“Esta imagem capta o que tenho estado a aprender com o trabalho de corpo, principalmente ao nível de actor na República Checa, com a Academia das Artes Performativas”.

 

Ciência & Arte

Na República Chega, Sofia Rodrigues começou a desenvolver a técnica “interacting with the inner partner”, na tradução livre “interacção com o parceiro oculto”. Uma abordagem à Arte Terapia, que aborda a dificuldade que temos em expor-nos perante os outros. “Quase uma terapia de auto-ajuda com as caretas que fazemos ao espelho e se nós conseguimos fazê-las perante outras pessoas”.

A técnica está a ser desenvolvida pelo reconhecido professor de teatro Ivan Vyskočil “que trabalha essencialmente Corpo, Emoção, Sentimento” e confronta os participantes com aquilo que consideram as suas piores expressões e sentimentos.

“De uma maneira muito respeitosa através da abordagem à sociologia e à psicologia cada participante é desmascarado de dentro para fora, confrontado com aquilo que considera as suas piores características. O que nos assusta no Ego, Sombra e Sexualidade é desmistificado sem pudores e sem tabus”, reflecte Sofia Rodrigues.

Uma união de forças entre expressão artística, psicologia e antropologia que leva ao par multidisciplinar mais desejado: Ciência & Arte.

 

Setúbal e os seus palcos

Sobre o papel de Setúbal na Arte, a cenógrafa considera que começa a dar oportunidades a pessoas de entrarem no ramo. Contudo aponta que “ainda temos uma cidade muito pequenina, concentrada em companhias residentes. Uma concentração em trabalho que se faz há muito anos”.

Para a artista este é o momento de “uma nova lavagem para que surjam oportunidades dedicadas às pessoas que entram agora na área que querem mostrar o seu trabalho e continuar a desenvolver coisas novas”.

Um trabalho sobre o qual Sofia Rodrigues comenta “não tem fim” e quando olha para traz pensa, “já está a ficar desactualizado. É preciso recriar e crescer”.

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