Jejum de golos e vitórias deixam Bonfim insatisfeito

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Adeptos não esconderam desagrado pela exibição e pelo nulo registado com o Moreirense

 

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À terceira não foi de vez! O Vitória FC não foi além de um empate (0-0) na recepção ao Moreirense na partida que abriu na sexta-feira a terceira jornada da I Liga, competição em que os sadinos continuam sem vencer e sem marcar. O jejum, aliado à exibição menos conseguida em longos períodos do encontro, levaram os adeptos a mostrar a sua insatisfação com a equipa ainda durante e depois do jogo.

Apesar das assobiadelas que se ouviram no Bonfim, há a reter como positivo o facto de a equipa continuar sem sofrer golos nas partidas realizadas em casa. Já antes, na ronda inaugural, o Vitória tinha registado também uma igualdade a zero com o Tondela. Tal como no duelo com os beirões, o jogo no Bonfim voltou a ter na sexta-feira o treinador José Mourinho como espectador nas bancadas do estádio.

Sadinos e cónegos, que há três semanas tinham medido forças na Taça da Liga em Setúbal [Vitória ganhou aos cónegos por 1-0], chegaram a este encontro vindos de dois resultados distintos na ronda anterior da Liga. Os anfitriões foram goleados no reduto do FC Porto (4-0), enquanto o Moreirense derrotou o Gil Vicente por 3-0.

Numa primeira parte de fraca qualidade em que os sadinos se mostraram mais intranquilos, as oportunidades de perigo junto de ambas as balizas foram uma miragem até aos 35 minutos. Nessa altura, uma perda de bola de Carlinhos permitiu ao Moreirense, em contra-ataque, visar a baliza de Makaridze, guarda-redes que travou o remate de Pedro Nuno. A ameaça espevitou a equipa de Sandro Mendes, que ainda não marcou na presente edição do campeonato. Aos 36, o marroquino Hachadi, após cruzamento de Éber Bessa, cabeceou ao lado do poste esquerdo, deixando o público presente no Bonfim incrédulo.

Nos derradeiros minutos do primeiro tempo, o Moreirense foi a equipa mais perigosa. Aos 39, Steven Vitória cobrou um livre perto da linha de meio-campo que surpreendeu todos menos Makaridze que defendeu para canto. Na sequência do lance, Iago, central dos cónegos, introduziu a bola na baliza mas o lance foi anulado por fora-de-jogo de defesa.

Após o intervalo, aos 48 minutos, o Vitória esteve perto de inaugurar o marcador num livre direto cobrado por Éber Bessa que passou poucos centímetros acima da trave da baliza de Mateus Pasinato. Apesar do aviso dos sadinos, o Moreirense foi a equipa com mais posse de bola na segunda parte e esteve perto de materializar esse domínio aos 69 minutos quando Iago, depois de um canto na direita, só não marcou devido a defesa atenta de Makaridze.

Nos últimos 20 minutos, os comandados de Sandro Mendes mostraram mais dinâmica do que nos 70 anteriores. Guedes, que aos 67 tinha substituído Carlinhos, ficou perto do golo num lance em que o guardião dos cónegos evitou males maiores quando a bola levava a direção da baliza. Até ao final, o conjunto setubalense pressionou junto da área do Moreirense mas, apesar das tentativas, o golo não surgiu e a partida terminou com uma igualdade a zero.

 

Sandro Mendes: «Não me deram uma varinha mágica»

“Dou os parabéns aos meus jogadores pelo que fizeram, pelo que correram e tentaram. A primeira parte foi repartida e tivemos uma oportunidade para marcar pelo Hachadi. Na segunda, tentámos ter mais volume de jogo. Criámos algumas situações, mas não marcámos. Faltou alguém que empurrasse a bola para dentro da baliza.

[O que falta à equipa?] Em tom de brincadeira, digo aos jogadores que me deram um apito e não uma varinha mágica. Estamos todos neste grupo de trabalho super tranquilos pelo que temos trabalhado. Cada um que faça a sua análise, falta muita coisa. Jogadores e equipa técnica estão de consciência supertranquila.

[Nervosismo dos adeptos afeta equipa?] Todos sabemos que são exigentes e ainda bem. Não acho normal este comportamento que já tínhamos na primeira jornada. Nós profissionais temos de lidar com isso e a exigência dos adeptos. Vamos procurar já no próximo jogo o que queremos é ganhar.”

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