«Era difícil de encontrar uma pessoa mais dedicada»

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Capitão Vasco Fernandes não poupa elogios a Sandro Mendes, novo treinador a quem vaticina “um futuro brilhante”. Estreia do técnico é amanhã (19:00 horas) com o Sporting

 

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Três dias de trabalho com Sandro Mendes, novo treinador do Vitória FC, bastaram ao capitão Vasco Fernandes para antever um futuro risonho ao director desportivo que assumiu o leme dos sadinos após a rescisão de contrato entre o clube e ex-técnico Lito Vidigal. “Era difícil de encontrar uma pessoa mais dedicada. Tem todas as condições para ser um grande treinador, que já o é neste momento. Acredito que vai ter um futuro brilhante”, vaticina, frisando a proximidade que tem desde a primeira hora com o grupo. “É uma vantagem muito grande termos um treinador que já nos conhece. Está aqui diariamente desde o primeiro dia. Acompanhou-nos para todo o lado, estágios, treinos, jogos. Conhece os jogadores e a casa”.

A estreia de Sandro Mendes, de 41 anos, acontece amanhã, no Estádio do Bonfim, diante do Sporting, clube que conquistou no sábado a Taça da Liga, após derrotar o FC Porto no desempate através da marca de grandes penalidades. “Sabemos que ficaram contentes pela conquista. Quando estás a este nível, o jogo ou a competição anterior interessa pouco. Interessa é o dia-a-dia e o ganha-pão que é o próximo jogo. De certeza que vão estar com máxima motivação e vêm cá em busca dos três pontos”. Objectivo idêntico tem o Vitória, assegurou Vasco Fernandes na conferência de imprensa de antevisão à partida da 19.ª jornada da I Liga.

 

 

Como estão a ser os primeiros dias de trabalho com o novo treinador, Sandro Mendes?

Estão a ser dias muito bons com um novo treinador, ideias e filosofia. Tem a vantagem de ser uma pessoa que nos conhece desde o primeiro dia que cá estamos. Sempre acompanhou diariamente a equipa e isso torna as coisas mais fáceis, é uma vantagem para ele e para nós. Acredito que tem um grande futuro pela frente como treinador.

Ficou surpreendido com saída do treinador Lito Vidigal?

Em relação ao passado, resta-nos agradecer o trabalho que a equipa técnica anterior teve, pelos pontos conquistados, pelas vitórias e pelos momentos bons. Continuamos a nossa luta. É dessa forma que temos de continuar, representamos uma grande instituição e vai ter de ser assim até ao fim.

Surpreendeu-o o facto de o anterior treinador estar agora num clube rival (Boavista)?

Não, são situações normais no futebol. Foram tomadas decisões e nós, jogadores, estamos aqui para representar o nosso clube. Temos um novo caminho, timoneiro e líder com ideias muito claras. Conhece a casa como ninguém e foi um grande capitão do Vitória.

Qual a sua opinião sobre Sandro Mendes?

Como disse é uma vantagem muito grande termos um treinador que já nos conhece. Está aqui diariamente desde o primeiro dia de trabalho. Acompanhou-nos para todo o lado, estágios, treinos, jogos. Conhece os jogadores e a casa. Era difícil de encontrar uma pessoa mais dedicada. Tem todas as condições para ser um grande treinador, que já o é neste momento. Acredito que vai ter um futuro brilhante.

O Sporting é adversário ideal para defrontar neste momento?

Nunca há adversários ideais nem menos ideais. É o dia-a-dia, o calendário já estava marcado.

Qual foi a primeira mensagem que Sandro lhes transmitiu?

Pediu compromisso total ao grupo e para sermos sérios e profissionais como ele sabe que fomos até aqui. Ele sabe que tem um grupo de excelentes homens e foi isso que lhe transmitimos: vamos ser profissionais do primeiro ao último dia em que estiver à nossa frente. De certeza que vamos dar-lhe muitas alegrias e aos nossos adeptos. Peço aos vitorianos que estejam connosco neste momento e nestes jogos. Vem aí um jogo importante e é importante que estejam ao nosso lado como sempre estiveram. Juntos somos muito mais fortes.

Pode-se esperar um Vitória mais forte até ao final da época? Que ideia de jogo tem o novo treinador?

Cada um tem a sua maneira de pensar. Se vai ser mais ou menos atacante? Vai depender dos momentos do jogo. De uma coisa tenho a certeza: tem as ideias muito claras e está a transmiti-las no pouco tempo que tem. Estamos a tentar assimilá-las o mais rápido possível. O objetivo é ganhar sempre.

Como defesa, é um desafio de marcar um avançado como Bas Dost?

É sempre complicado. É um adversário muito inteligente que está sempre à procura do erro. Posiciona-se de uma forma que é muito difícil de marcar. Está sempre adiantado em relação à linha defensiva e quando a bola entra em zonas de cruzamento ganha vantagem e é mais fácil finalizar. Vamos ter de estar mais atentos, sermos mais comunicativos do que o normal porque se trata de um jogador com características físicas e, sobretudo, mentais muito fortes. Distingue-se pela inteligência e perceção que tem do jogo. Como equipa, temos de ser muito mais concentrados e atentos e ser mais fortes e sólidos para não permitir que faça golo.

O Sporting vai apresentar-se mais motivado pela conquista de sábado na Taça da Liga?

Sabemos que ficaram contentes pela conquista. Parabéns ao clube por isso. Quando estás a este nível, o jogo ou a competição anterior interessa pouco. Interessa é o dia-a-dia e o ganha-pão que é o próximo jogo. De certeza que vão estar com máxima motivação e vêm cá em busca dos três pontos.

Em relação à luta pela permanência, acredita que atingir a barreira dos 30 pontos é suficiente?

Acho que não vão chegar. Aconteceu isso o ano passado e desceram duas equipas. Este ano descem três e acredito que a segunda volta vai ser muito mais competitiva. Os jogos vão ser decididos por detalhes. Penso que vai ter de se ultrapassar largamente os 30 pontos, terão de ser 36/37 pontos. Vai ser uma luta até à última. Temos um grupo fantástico que nunca desiste e joga sempre para competir. Garanto aos nossos adeptos que até ao último dia e última gota de suor vamos deixar tudo dentro do campo. Temos carácter e somos homens que sabem que representam o Vitória.

Sentem o peso de não ganharem há nove jogos oficiais, sete dele no campeonato?

Como capitão, sei que são nestes momentos que temos de nos manter serenos e a cabeça fria. Sabemos as coisas que fizemos bem e há muitas coisas que não fizemos bem. É normal acontecer isto com todas as equipas, há fases melhores e outras piores. O importante é chegarmos ao final e cumprimos o objetivo. As fases boas e menos boas não são o mais importante. Se calhar à 11.ª jornada, quando fomos ganhar à Madeira [0-1 ao Marítimo], pensávamos que íamos estar noutros horizontes. Nem éramos os maiores nessa altura com 17 pontos nem agora somos os piores. Há que manter sempre o equilíbrio porque o campeonato é uma maratona, não é um ‘sprint’. O objetivo é chegar à meta e manter o clube na I Liga. É por isso que vamos morrer dentro do campo.

Como tem sido a experiência de jogar a lateral-esquerdo [central derivou para a faixa depois de Nuno Pinto ter ficado doente]?

Não é novidade para mim. Joguei nesta posição em algumas fases da minha carreira. Pelas circunstâncias e opções do treinador passei de central para lateral. Independentemente da posição em que esteja, o importante é a atitude, o caráter e o que fazes dentro do campo. Se deres tudo, vais para casa com a consciência tranquila. É fundamental ter uma mentalidade positiva. É o que faço independentemente das opções do treinador.

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