«Jogadores têm a noção de que jogar no Vitória não é a mesma coisa que jogar noutro clube qualquer»

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Líder dos sadinos, que soma dois triunfos desde que está em funções, quer quebrar no sábado o jejum de quase 37 anos sem vencer o FC Porto no Bonfim.

 

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Desde que chegou à presidência, o Vitória somou dois triunfos em duas jornadas. Sente-se uma espécie de presidente talismã?

É verdade (risos). Foram dois jogos fora que nos deram seis pontos e nos dão uma tranquilidade muito grande. O que fiz desde que estou em funções foi dar estabilidade ao grupo de trabalho. Disse-lhes que comigo podem estar tranquilos. Irei cumprir com aquilo que lhes disse na altura. Vamos tentar nesta janela, que é pequena, ter um cuidado especial porque o mercado não nos dá a possibilidade de ter atletas para mais de seis meses, mas que tenhamos para as posições que entendemos que são necessárias.

O que lhe pediu o treinador Julio Velázquez para a equipa nas conversas que teve com ele?

Julio Velázquez tem neste momento um plantel que lhe dá garantias de fazer uma boa segunda volta, mas nós somos ambiciosos. Se pudermos, dar-lhe um retoque de forma a dar-lhe melhores condições em função das necessidades que acha que o plantel precisa iremos fazê-lo. Estamos condicionados pela área financeira, mas, dentro das necessidades do clube…

O presidente está com o treinador e todos os dias está na procura de soluções sem prejudicar a parte financeira do clube para que o treinador tenha o maior número de opções solicitadas. Não quer dizer que vá ter todas, mas, pelo menos, irá ter as que consigamos arranjar. Estamos perto de 31 de Janeiro e existem pagamentos e muitas coisas para efectuar, por isso temos de ter algum cuidado para não criarmos nenhum desequilíbrio dentro do clube.

Qual o ponto da situação dos pagamentos à Segurança Social e à Autoridade Tributária que tinha revelado aquando da sua tomada de posse que estavam por fazer?

A situação está em vias de se resolver. Como tinha dito, afinal as coisas não estavam assim tão certas como pareciam na fase inicial. De qualquer forma estamos a actuar em todos os mecanismos para que no dia 31 estejamos descansados e prontos para uma nova luta, que é a segunda volta do campeonato. Neste momento vai passar a ser um não problema. Chega de falar do Vitória por não pagamentos. Vamos inverter essa tendência e tentar ser cumpridores com planeamento e não nos preocuparmos apenas na última semana. Neste caso tem de ser na última porque foi agora que chegámos, mas queremos fazer as coisas de uma forma mais planeada e estruturada para que, de uma vez por todas, o Vitória passe a ser um clube de gente honesta. Somos de uma cidade que sabe receber bem, estivemos em Tondela com mais de 300 adeptos. Somos um clube mobilizador. É esse o nosso caminho, orgulharmo-nos da história que temos e tentarmos ser organizados para tentar construir um futuro risonho.

Estão a negociar a saída de algum jogador?

Quando fazemos ajustes não são só nas entradas, mas também nas saídas. Dos jogadores mais apetecíveis, neste momento não chegou ao clube nenhuma proposta que nos faça pensar em vender nenhum jogador. Nem Makaridze, nem Artur Jorge. O Makaridze tem uma cláusula de rescisão baixa e poderemos ter aqui um problema porque pode chegar um clube e bater a cláusula de rescisão (1 milhão de euros). Neste momento nenhuma proposta bateu a cláusula e, se isso não acontecer, não vendemos o Makaridze.

Sente que os jogadores estão felizes por continuar…

Temos um grupo de trabalho muito bom, com bom ambiente. Estive com os atletas em Viseu [cidade onde o plantel estagiou antes da partida em Tondela] e notei isso. Há um bom relacionamento e isso é para manter. Vamos também trabalhar nalgumas renovações. Há atletas em final de contrato e tudo iremos fazer já no mês de Fevereiro para darmos a tranquilidade que o atleta precisa. Quanto a haver propostas financeiras por maiores valores, sabemos que o Vitória é uma janela de oportunidade muito grande. Os jogadores têm a noção de que jogar em Setúbal não é a mesma coisa que jogar noutro clube qualquer onde até possa ter uma oferta maior. Temos de jogar com isso.

Fala-se na possibilidade do guarda-redes brasileiro Daniel Fuzato poder chegar ao clube por empréstimo da Roma…

Estamos no mercado à procura de alternativas. Se na quinta ou sexta-feira aparece alguém a bater a cláusula de rescisão de Makaridze temos de ter alternativas para suprimir esta saída. Temos de estar no mercado a procurar alternativas que nos deem garantias de ter uma segunda volta tranquila na baliza. É muito importante. Para já, os nomes que se falam, são só suposições. Nada mais.

O Vitória não ganha no Bonfim ao FC Porto desde 6 de Março 1983 (3-1). Acredita que pode ser quebrar esse jejum de triunfos com os dragões na partida de sábado (18:00 horas)?

Termos duas vitórias fora desde que cá estou e isso dá-nos um alento enorme. A equipa está muito tranquila, estamos a jogar bom futebol. Não ganhámos por acaso em Tondela, fizemo-lo porque fomos melhores. Vai haver uma grande mobilização no sábado, conto com os adeptos do Vitória no estádio para tentarmos matar esse borrego que é não ganharmos há tantos anos. A cidade está mobilizada, temos as redes sociais… Contem com um Vitória ambicioso para lutar com o FC Porto. Temos noção da grandeza do clube que estamos a defrontar.

Espera um adversário fragilizado?

Não. Os grandes clubes são-no porque de um dia para o outro transforma-se novamente. Respeitamos o adversário como temos a certeza que também nos vai respeitar a nós.

 

 

Italiano Antonucci reforça ataque

Tal como O Setubalense – Diário da Região revelou na edição de quinta-feira, os sadinos acertaram com a Roma a cedência até ao final da época do avançado Mirko Antonucci, que já se encontra em Setúbal e vai ser oficializado nas próximas horas. O extremo, de 20 anos, que esta época fez quatro jogos pela equipa italiana treinada por Paulo Fonseca, representa mais uma opção de ataque para Julio Velázquez.

Formado na Roma, Antonucci, que joga preferencialmente sobre as alas, subiu à equipa principal em Setembro de 2017. Na temporada passada esteve emprestado ao Pescara, onde somou 21 jogos. Na presente temporada integrou o plantel romano às ordens de Paulo Fonseca, mas foi apenas utilizado em quatro jogos (dois na Liga Europa e dois na Serie A transalpina).

 

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