“Trabalho desenvolvido pelo meu pai não foi valorizado nem respeitado”

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Luís Conceição, filho de Carlos Ribeiro, defesa que pode desempenhar também as funções de médio, de 31 anos, que na época passada foi campeão distrital da 2.ª divisão pelo Comércio e Indústria, acaba de reforçar o plantel do Palmelense.

 

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Tendo em conta a sua experiência e a sua qualidade como jogador não restam dúvidas que esta será uma aquisição de peso na estrutura do Palmelense que nesta época de 2019/2020 vai ser treinado por Flávio Santos que, tal como Luís Conceição, também está de regresso ao clube.

Luís Conceição representou o Palmelense nos escalões de juvenis, juniores (entre 2003 e 2005) e mais tarde nos seniores (2011), passou também pelo U. Madeira, Barreirense, Amora, Vendas Novas, Desportivo Fabril (seis épocas) e Comércio Indústria.

Numa breve conversa que tivemos, Luís Conceição mostrou-se satisfeito com este regresso a Palmela e explicou as razões que o levaram a sair do Comércio Indústria.

Na próxima época vai jogar no Palmelense. Trata-se do regresso a um clube que já representou, está satisfeito por isso?

Estou bastante satisfeito por este meu regresso ao Palmelense. É um regresso a uma casa que conheço muito bem e na qual já fui atleta durante quatro épocas. É um clube com uma mística diferente, um clube que representa uma vila, um clube com adeptos fervorosos, que estão sempre presentes no Cornélio Palma, a apoiar a sua equipa, fazendo com que nós, atletas, nos sintamos ainda mais importantes.

Para trás fica um título de campeão distrital pelo Comércio e Indústria mas ao mesmo tempo a sua saída. Isso quer dizer que não houve interesse das duas partes em manterem a ligação?

Já fui campeão quatro vezes e esta foi a que me deu mais gozo, porque foi vivida é partilhada com o meu pai (treinador principal); mas foi também o título mais difícil, pois as condições eram poucas, o estado do terreno era impraticável para treinar e jogar e acompanhou-nos durante toda a época, e se não fosse o sacrifício e a força de vontade dos treinadores e jogadores, este título seria impossível. Havia interesse da parte do clube na minha continuidade, no entanto eu deixei de estar interessado quando todo o trabalho desenvolvido dentro e fora de campo pelo meu pai, que culminou com o título de campeão e subida de divisão, não foi valorizado e respeitado. Caso continuasse iria contra os meus princípios e valores. Ao clube desejo toda a sorte do mundo pois mesmo não me identificando com o projecto continuarei a ser sócio desta instituição centenária que merece todo o meu respeito.

Ainda é prematuro falar sobre o campeonato. Mas mesmo assim, pergunto. Quais são as suas perspectivas?

As perspectivas são as melhores, tanto em termos individuais como em termos colectivos. Como um dos elementos mais velho no plantel quero passar os meus ensinamentos aos mais novos e ajudá-los a crescer dia após dia. Em termos colectivos vamos trabalhar no máximo para disputarmos os três pontos todas as semanas com o objectivo de melhorar a classificação da época anterior.

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