Nas escolas

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Valdemar Santos – Militante do PCP

 

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Uma consulta (aleatoriamente: às 23h44 de 16 de Dezembro de 2009) na internet em busca das últimas notícias sobre Aminatu Haidar, patriota saharaui combatente dos direitos humanos, remetia-nos para uma nota de Pedro Caldeira Rodrigues, da LUSA, de «há 5 horas» («Aminatu Haidar poderá resistir apenas mais dois dias»), para a Visão de «havia 1 dia» («morte de Aminatu Haidar seria uma catástrofe»), enfim para o Público de «havia 2 dias» («Moratinos – Ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol – aconselha Haidar a abandonar greve da fome», forma de protesto que entrava no seu segundo mês, no Aeroporto de Lanzarote).

No tempo quotidiano da nossa luta fora a 24 de Outubro que o novo Embaixador de Cuba, Eduardo Gonzales Lerner, tivera o seu primeiro contacto político em termos públicos em Portugal com dezenas de pessoas no encerramento de uma semana de solidariedade promovida pelo núcleo do Concelho da Moita da Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), na Capela da Misericórdia de Alhos Vedros

Quinze dias depois, no Espaço Timor, em Lisboa, seria inaugurada a exposição do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) «Olhar feminino sobre as mulheres do Sahara Ocidental», que o Museu de Antropologia e Etnografia do Distrito de Setúbal desde logo anunciou querer trazer a Setúbal, em Março de 2010, no centenário da declaração do Dia Internacional da Mulher.

Num outro fim-de-semana, na Casa do Alentejo, em Lisboa, a XXI Assembleia da Paz do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), na defesa da Constituição da República Portuguesa, voltava a denunciar a NATO (a OTAN de Salazar) como a mais séria ameaça à segurança e à paz mundiais e a assumir-se desde logo (pesasse o facto do lock-out informativo) como pólo da mobilização da opinião pública portuguesa contra os desígnios da 22ª Cimeira desta organização subserviente do comando imperialista, que viria a ter lugar dentro de um ano, no nosso país. Mas ali ainda tomava palavra um activista da recém-criada Comissão de Paz do Barreiro, fruto maduro de iniciativas de apoio a Cuba na recolha de alimentos para fazer face aos efeitos destruidores dos furacões Gustav e Ike, ocorridos em Setembro de 2008, e à Palestina, contra a ocupação da Faixa de Gaza (estando convocada uma vigília em Lisboa, a 27 de Dezembro, um ano após este novo atentado israelita).

Pôde-se escrever que na Páscoa a vir «a segunda Caravana de Solidariedade com a luta do povo saharauí assistirá com emoção à inauguração de uma escola nos campos de refugiados do Deserto da Morte, lá onde no topo da porta de três salas de aula ler-se-ão os nomes de ‘Moita’, ‘Palmela’ e ‘Seixal’, concelhos cujas Câmaras Municipais, no quadro geral de uma primeira repartição de esforços, contribuíram com muitos milhares de euros para a sua edificação».

Há uma consigna expressa por Álvaro Cunhal: «a solidariedade internacionalista tem carácter recíproco», que do outro lado do Atlântico, Rodney Arismendi, Secretário-Geral do Partido Comunista do Uruguai, formulou doutra maneira: «não se pede, dá-se». Por isso um voto de solidariedade com Aminatu, em plena Assembleia da República, que o PCP fizera aprovar – com a abstenção do(s)… PS…PSD…CDS-PP, quem no-lo confirma ou não? – chegou a Espanha, onde decorria uma acção de protesto pelos crimes de Marrocos, ocupante do Sahara Ocidental.

«Havia uma resposta: mais salas de aula para os campos de refugiados do Deserto da Morte».

Com natural conjugação com o CPPC e a CGTP-IN a Fundação José Saramago marcou o 10 de Julho de 2019 para o lançamento, na Casa dos Bicos, de uma Campanha para a criação de uma Biblioteca lá. Escrevemos simplesmente lá, conforme o título.

 

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