SAD impedida de entrar nas instalações onde tem todo o material guardado

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“O que acaba de acontecer é de grande irresponsabilidade porque temos campeonatos profissionais a começar e, se não jogarmos aqui, não jogamos em lado nenhum porque este é o estádio que está licenciado”, referiu Edgar Rodrigues.

 

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A SAD do Clube Desportivo da Cova da Piedade foi impedida de entrar nas instalações do Estádio Municipal José Martins Vieira por decisão do clube.

Pelas nove horas da manhã estava marcada uma conferência de imprensa com o treinador Jorge Casquilha e com o director desportivo Edgar Rodrigues, que não se realizou devido à situação.

“Quando chegámos ao estádio demos conta que tinham mudado a fechadura da porta que dá acesso ao balneário e ao local onde temos as nossas coisas e ficámos impedidos de entrar”, disse Edgar Rodrigues que estabeleceu contacto com o presidente do clube Paulo Veiga, do qual nada resultou.

Entretanto, os jogadores que se encontravam no local foram encaminhados para o autocarro e levados para sítio desconhecido, mas sem equipamentos.

Perante esta situação a SAD chamou a Polícia de Segurança Pública que tomou conta da ocorrência e contactou a Câmara Municipal de Almada no sentido de desbloquear a situação mas a tentativa foi infrutífera.

“O estádio é municipal e queremos saber qual a posição da Câmara sobre isto. Somos uma equipa profissional, isto não é nenhuma brincadeira e entendemos que a autarquia tem que responder perante isto. Há um caso que está em tribunal devido a um litígio entre o clube e a SAD, portanto se o clube está à vontade que deixe o tribunal decidir. O que acaba de acontecer é de grande irresponsabilidade porque temos campeonatos profissionais a começar e se não jogarmos aqui não jogamos em lado nenhum porque este é o estádio que está licenciado”, referiu Edgar Rodrigues.

Posteriormente, ainda com a PSP no local, chegou ao local um elemento de uma empresa de segurança privada e uma empregada do clube, com a informação de que eram dadas duas horas à SAD para retirar o material das instalações do estádio, facto que não aconteceu pelo facto da SAD continuar a aguardar por uma resposta da autarquia, após um segundo contacto feito, dado que se trata de um estádio municipal.

Clube diz não ter outra alternativa

 

Esta situação surge na sequência de uma decisão dos órgãos sociais do clube que deliberaram, por unanimidade, que até ao integral cumprimento por parte da SAD, nomeadamente até ao pagamento dos montantes em divida, por forma a “começar a época desportiva com saldo zero”, aplicar o mandato conferido pelos sócios de clube na Assembleia Geral de 15 de Fevereiro, que consistem em “limitar à CDCP-SAD o acesso a equipamentos ou instalações, símbolos ou quaisquer outros meios do clube utilizados pela CDCP-SAD enquanto os incumprimentos se mantiverem” e “informar a Liga Portugal, Federação Portuguesa de Futebol, Associação de Futebol de Setúbal e Instituto Português do Desporto dos constantes incumprimentos e irregularidades de que tem conhecimento na CDCP – SAD”.

De acordo com o comunicado emitido no domingo à noite pelo clube podia ler-se que “como a SAD não regularizou os pagamentos em atraso até ao dia 7 de Julho, as equipas, treinadores, dirigentes e todo o staff da SAD estará impedido de frequentar as instalações do Complexo Municipal José Martins Vieira”.

Os dirigentes do clube têm consciência que esta é uma medida limite, mas “o comportamento da SAD perante o clube não deixou outra opção, e temos consciência que é uma medida tomada na defesa dos interesses do clube”.

O comunicado termina dizendo que “continuaremos, como até aqui, disponíveis para, em conjunto com a SAD, encontrar soluções que possam por termo a estas situações”.

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