António Gomes termina carreira de treinador e dirigente

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O clube vai reunir-se esta noite para eleger os novos órgãos sociais dos quais não fará parte António Gomes, por decisão própria, embora se mostre disponível para ajudar naquilo que for preciso. Para trás fica também a carreira de treinador, cargo que exerceu durante 15 anos, sempre no Grandolense.

 

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António Gomes, o carismático presidente e treinador do Grandolense, um dos dirigentes com mais anos na AF Setúbal, deixa a partir desta noite de exercer as funções que desempenha no clube alentejano há longo tempo. A informação foi prestada pelo próprio em declarações ao ‘Setubalense – Diário da Região’.

 

“Já havia comunicado à direcção que está na hora de sair. Estou no clube há 22 anos e devo ter 15 de presidente e treinador. Portanto, preciso de descansar. Como treinador do Grandolense fiz o meu último jogo em Sesimbra. Nem sequer fiz os créditos para renovar o cartão, porque não vale a pena”, disse António Gomes.

 

“Trabalhei muito para este clube, que é o clube do meu coração, mas agora sinto-me cansado. Preciso de fazer uma vida mais recatada, passear e ver jogos onde me apetecer. Neste sentido, preparámos as eleições que se realizam esta noite de segunda-feira, 8 de Julho, depois da apresentação do relatório e contas do exercício de 2018, mas não vou ocupar nenhum cargo. Reunimos algumas vezes e chegámos à conclusão que é importante trazer sangue novo para o clube que tem boas condições para desenvolver um bom trabalho”, adiantou o ainda presidente do Grandolense.

 

“Para mim não vai ser fácil porque gosto da rapaziada. Havia jogadores que estavam comigo há vários anos e tenho uma grande amizade por quem aqui passou. Vim para o clube em 1995/ 96, depois descemos de divisão, estivemos sete anos para regressar à 1.ª Divisão, sempre à frente do clube a trabalhar. Subimos de divisão em 2005/06 e a partir daí temos feito sempre grandes campeonatos. Pelo meio tive também um ou outro treinador mas como as coisas não correram bem lá tive eu que assumir o comando. Acho que não podem exigir mais de mim”, salientou.

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