S. Pedro vai custar 200 mil euros e espera centenas de milhares de visitantes

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Festas aliam modernidade às tradições. Apresentação do programa teve lugar no salão azul da Casa Mora. Nuno Canta e José Manuel Santos traçaram metas

 

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Com um orçamento a rondar os 200 mil euros e a expectativa de alcançar, ou até mesmo superar, a barreira de 300 milhares de visitantes, as Festas Populares em Honra de S. Pedro no Montijo, que arrancam na próxima quarta-feira, 26, estendendo-se até 1 de Julho, propõem “um diálogo entre a modernidade e as tradições locais”.

O primeiro cheirinho daquilo que irá ser a edição deste ano foi dado a sentir na passada terça-feira, 18, ao som dos acordes da Charanga da Rambóia – primeiro com a interpretação do hino oficial das festividades e depois com o inconfundível pasodoble ‘Paquito el Chocolatero’ – que fez vibrar a assistência presente no salão azul da Casa Mora, logo a abrir a cerimónia de apresentação do programa das celebrações.

Acompanhados por uma estatueta de S. Pedro colocada na frente da mesa – e apelando ao santo padroeiro dos pescadores por sete dias de animação a coberto das melhores condições atmosféricas –, Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, e José Manuel Santos, que preside à comissão organizadora dos festejos, anunciaram o cartaz, promovendo não só o principal momento festivo do concelho como também as raízes culturais do território.

O investimento na festa volta a crescer este ano, a exemplo daquilo que tem sido a política de financiamento do município a todas as celebrações deste tipo no concelho, explicou Nuno Canta.

“O orçamento rondará os 200 mil euros. Temos vindo a aumentar os apoios a todas as festas do concelho”, disse o autarca, admitindo que tem a expectativa de ver superado o número de visitantes em relação à edição anterior.

“Apontamos para as 300 mil pessoas, marca que o ano passado não foi possível alcançar, porque está sempre dependente das condições climáticas”, completou José Manuel Santos.

Aliar as vivências modernas ao identitário histórico da comunidade foi a principal tónica no discurso de Nuno Canta, que destacou a hospitalidade montijense e abriu os braços a todos os que queiram participar nas festividades.

“Voltamos a convidar os montijenses, os forasteiros e, sobretudo, os turistas. Somos uma terra repleta de tradições, de memória. Somos uma cidade que se impõe nesta região ribeirinha do Tejo, que alia o património entre tradição e modernidade. Temos uma cidade aberta ao mundo”, afirmou, reforçando mais à frente: “As Festas de S. Pedro propõem um diálogo entre a modernidade e as tradições locais, onde se integra também a festa brava”.

Destaques e novidades

O autarca debruçou-se depois sobre o cardápio festivo, destacando desde logo as Procissões e o contributo da população na decoração de alguns locais da cidade.

“Os nossos arraiais não são todos financiados pela Câmara Municipal. Há muitos em ruas, alamedas e bairros que são desenvolvidos pelos moradores e por elementos das tertúlias”, enalteceu, acrescentando: “Apresentamos uma programação que honra o nosso santo pescador. Centramos de novo as festas na Praça da República, no Bairro dos Pescadores e também no Rio Tejo”.

A relação com o rio mereceu, de resto, um sublinhado da parte do presidente da Câmara. “É este traço da geografia do Tejo que nos dá a identidade e estas festas dos pescadores”, realçou.

Já José Manuel Santos enumerou algumas das novidades que a programação deste ano oferece, começando pela vertente taurina. “Temos o ‘regresso’ de três toiros a cada uma das sete largadas, algo que não acontecia há muitos anos e que será possível face ao empenho das tertúlias”, destacou.

Uma demonstração cinotécnica, a realizar no dia 27, por elementos da Base Aérea n.º 6, a actuação de marchas populares apenas do concelho – “sete no total, sendo que duas são infantis”, apontou o presidente da Comissão de Festas – e a “eventual” participação da imagem de Nossa Senhora da Oliveira, Padroeira de Canha, “pela primeira vez” na Procissão Nocturna em Honra de S. Pedro, que deverá juntar “cerca de 23 andores”, foram outras novidades anunciadas pelo responsável.

Mas outra inovação, de cariz diferente, mereceu atenção especial. “Vamos ter um momento solidário: a CERCIMA tem em curso um novo projecto de alojamento para os utentes e resolvemos colocar à venda 600 chapéus de palha, a dois euros cada, cuja verba reverterá a favor da referida instituição”, antecipou.

José Manuel Santos realçou ainda alguns dos principais momentos do programa.

“No dia de abertura, teremos o primeiro de dois concertos de maior dimensão, com Luís Represas, que irá interpretar temas antigos e do novo álbum. Um dos dias mais intensos será a sexta-feira, 28, pela entrada de toiros, pela largada e corrida de toiros e pelos ‘comes e bebes’ na Rua Joaquim de Almeida e no Bairro dos Pescadores”, frisou, sem esquecer o forte simbolismo de dia 29 marcado pela realização das Procissões Fluvial e Nocturna.

A concluir, destacou o outro grande concerto programado: a actuação de Anselmo Ralph, que marca o dia do encerramento das festividades.

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