Obras na Salgueirinha começam quinta-feira

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Lançamento da primeira pedra da empreitada, que vai custar mais de 2,5 milhões de euros, vai contar com presença do secretário de Estado do Ambiente

 

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Foram mais de 40 anos a reclamar o investimento à administração central. Foram décadas a ter de viver com cheiros nauseabundos, inundações, desvios de trânsito, prejuízos em pequenas colheitas e até em habitações, que a partir da próxima quinta-feira, 6, vão começar a ficar gravadas apenas como memórias com o início da empreitada de regularização da Ribeira da Salgueirinha, em Pinhal Novo.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra vai ter lugar depois de amanhã, pelas 18h00, no início da rua da Cooperativa União Novense, junto ao Parque de Estacionamento Nascente do Mercado Mensal de Pinhal Novo, e contará com as presenças de Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, e de João Ataíde, secretário de Estado do Ambiente.

Pouco mais de 2 milhões e 556 mil euros é quanto irá custar a empreitada que “abrange uma extensão de cinco quilómetros, entre a zona de confluência da Ribeira do Alecrim e a Barragem da Brejoeira”, lembra a autarquia, salientando que a obra “pretende prevenir inundações na vila do Pinhal Novo e na respectiva bacia hidrográfica, repor as condições naturais de drenagem pluvial e potenciar a requalificação da paisagem”.

O Fundo Ambiental, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), suporta 85% do montante total do investimento, com o município a assumir os restantes 15% da verba e a ficar responsável pelo desenvolvimento do processo. Foi assim que a autarquia procurou “acelerar uma solução que vinha sendo reivindicada há largos anos pela população e pelas autarquias locais”.

O contrato de financiamento do projecto, recorde-se, foi celebrado entre as duas entidades em Março de 2017 e a adjudicação da empreitada foi aprovada em Novembro de 2018, cujo início ficou, então, pendente do visto do Tribunal de Contas, que só agora, no final do passado mês mês de Maio, chegou.

 

Problema hidráulico e futuro corredor verde

 

Durante a assinatura do contrato entre a Câmara Municipal e o Fundo Ambiental, Teresa Palaio, directora do  departamento de ambiente e gestão operacional do território da autarquia, lembrou que a empreitada não compreendia a ribeira no seu todo e ao mesmo tempo apontava o objectivo da intervenção e a principal dificuldade existente.

“O principal problema é de cariz hidráulico, com várias situações de atravessamentos, desde a estrada nacional, linhas férreas, caminhos municipais, em que as secções estão completamente sub-dimensionadas”, explicou então a responsável.

Já Álvaro Amaro não deixou de mostrar satisfação, sobretudo no dia seguinte ao da publicação o anúncio de abertura do concurso público, através das redes sociais.

“Para quem ainda duvidava, ao fim de três anos de trabalho e 40 anos de luta, concurso para regularização da Ribeira da Salgueirinha”, escreveu na altura no Facebook o presidente da autarquia, que chegou a anunciar ainda outro objectivo para depois da conclusão da obra hidráulica de regularização: a criação de um futuro corredor verde, junto à Ribeira da Salgueirinha, transformando-o num espaço natural para benefício da população.

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