«Objectivo é não sofrer tanto e terminar época o mais acima possível na classificação»

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Nuno Pinto quer ajudar o Vitória a fazer um campeonato mais tranquilo em 2019/20

 

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Em três das quatro épocas que leva ao serviço do Vitória FC, o defesa Nuno Pinto, de 32 anos, teve de esperar quase até ao fim para ver a equipa garantir a continuidade entre os ‘grandes’ do futebol nacional. Por esse motivo, o objectivo colectivo para 2019/20 já está traçado pelo jogador que há uma semana foi distinguido com o prémio especial do jornal O Setubalense – Diário da Região. “O objetivo é não sofrer tanto como este ano e terminar a época o mais acima possível na classificação”, vincou o jogador que tinha sido diagnosticado com um linfoma em Dezembro de 2018 e regressou aos relvados na derradeira jornada do campeonato 2018/19.

 

Viveu um carrossel de emoções nos últimos meses. Depois de lhe ter sido diagnosticado uma doença, que debelou meses depois, como viveu o regresso aos relvados no último jogo do campeonato?

Depois do problema grave que aconteceu comigo, muita gente não acreditava que fosse possível voltar ainda esta época. Tinha confidenciado ao nosso capitão, Vasco Fernandes, que ia fazer tudo para conseguir. Algo em mim me dizia que o ia conseguir voltar a jogar esta época. Não dependia de mim porque precisávamos antes de alcançar a permanência. Por isso, agradeci ao nosso capitão, que foi um dos timoneiros da nossa equipa. Senti-me especial naquele jogo. Quando ninguém estava à espera, eu apareci.

Vai continuar a fazer os tratamentos no IPO até 13 de Junho, por isso, terá na pré-época de 2019/20 de fazer um trabalho diferente dos colegas…

Já falei com o preparador físico, Martins Ventura, e ele, melhor do que ninguém, sabe o que é melhor para mim. Já me disse que no início terei de fazer algum trabalho de ginásio para reforçar a musculatura. Só depois poderei ir para o campo. Não é algo que me faça estar muito preocupado. Tenho de ir com calma. Leve o tempo que levar, importante é estar em condições para competir.

A luta pela permanência durou este ano até à penúltima jornada. Sofre-se mais estando de fora ou dentro do campo?

Sofre-se muito mais do lado de fora. Dentro do campo esquecemos os problemas e a posição em que estamos na tabela. Focamo-nos só no jogo. De fora há um sentimento de impotência. Por mais que queiramos ajudar, a única coisa que podemos fazer é bater palmas.

Qual o seu maior desejo?

Voltar a ser o jogador que era antes de tudo isto ter acontecido.

E quais os objetivos para 2019/2020?

Sofrer menos do que este ano. É sempre isso que tentamos fazer. Às vezes corre bem e outras vezes mal. Este ano as coisas não correram tão mal como no ano anterior. O objectivo é não sofrer tanto e terminar a época o mais acima possível na classificação.

 

«Sandro? É de louvar o Sandro fez»

 

Qual a importância do treinador Sandro Mendes no facto de o Vitória ter assegurado a permanência?

Tem tanta responsabilidade na permanência como os jogadores. Assumiu o cargo sem ter experiência como treinador na I Liga, entrou numa fase em que já não ganhávamos há muitos jogos e, mesmo assim, chegou ao fim, e atingiu a meta. É de louvar o que fez. Dei-lhe pessoalmente os parabéns e agradeci-lhe por ter pegado na equipa numa situação muito complicada. Não era qualquer um que o iria fazer e ele teve a bravura de assumir. Agradeço-lhe também ter-me dado a oportunidade de jogar na última jornada.

O seu colega Jhonder Cádiz está a caminho do Benfica. Acha que pode impor-se no clube?

Se sair o mérito é dele porque trabalhou para isso. O Cádiz pode jogar facilmente em qualquer equipa do campeonato português. É um jogador alto, possante, forte e rápido. Tem tudo para poder singrar em qualquer equipa para onde vá.

Tem 32 anos. Já pensou no que vai fazer depois de terminar a sua carreira?

Ainda não pensei no final da carreira, apesar do que me aconteceu. Nunca pensei que a doença me iria parar, mas sim que a iria ultrapassar e voltar à competição ao mais alto nível. No entanto, claro que estou a preparar o futuro porque não estou a caminhar para novo (risos). Estou a tirar o curso de treinador (nível I) com o (José) Semedo [colega no Vitória] e penso ficar ligado ao futebol. Era aquilo que mais gostava, independentemente do cargo que fosse.

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