Câmara de Almada investe 70 mil euros para garantir segurança nas praias

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A Câmara de Almada assinou protocolos com seis entidades para garantir a segurança nas praias da Costa da Caparica. Um modelo que começou o ano passado e deu bons resultados. No total a autarquia investe mais de 70 mil euros para vigilância

 

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A Câmara de Almada assinou ontem protocolos com seis associações para garantir a vigilância dos 13 quilómetros de praias do concelho de Almada durante a época balnear e também fora deste período.

Trata-se da segunda edição do programa Praia Protegida desenvolvido para a protecção de banhistas, que foi considerado como tendo dado “respostas bastantes positivas” no ano passado, pelo que, para os dias quentes da actual época balnear, espera-se que corra ainda melhor. “Já há uma experiência conjunta”, afirmava ontem o Capitão do Porto de Lisboa, João Gil, durante a assinatura de protocolos que vão assegurar este programa em 2019.

Para o capitão-de-mar-e-guerra este é o ano de “consolidação” de um programa “coordenado pela Autoridade Marítima Nacional”

Este ano, diz a vereadora Francisca Parreira, há mais um reforço no programa com a participação dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. “Queremos ser a marca de um concelho de excelência”, para a autarca isto passa também por ter “mais e melhor turismo na Costa da Caparica”, refere a responsável pelo pelouro da Protecção Civil de Almada.

Com José Ricardo, presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, a frisar que este novo modelo de acção na frente atlântica “vai alcançar outros patamares de segurança”, António Godinho, coordenador da Protecção Civil do concelho, vincou que os equipamentos de segurança nas praias “têm de estar sempre pontos a responder em qualquer altura do ano”, isto porque na Costa da Caparica basta um dia de sol para haver pessoas na praia.” É preciso termos meios disponíveis antes e depois da época balnear”, acrescentou.

O programa Praia Protegida implica, este ano, um investimento municipal total de 70 640,00 euros, sendo repartido em três fases. Para a pré-época balnear o montante é de 20 160,00 euros, sendo de 47 600,00 durante a época balnear, após a época a verba passa para 2 880,00.

Foram assinados protocolos com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cacilhas, Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Trafaria, Âncora – Associação de Nadadores Salvadores da Fonte da Telha, NSRS Atlântico – Associação Nadadores Salvadores, Resgate e Salvamento Marítimo, Caparicamar – Associação Juvenil de Resgate e Salvamento Aquático e ANSFACC – Associação de Nadadores Salvadores da Frente Atlântica Costa da Caparica.

Nos períodos da pré-epoca – 6 de abril a 31 de maio – e pós-época -1 a 13 de outubro -, estão no terreno 6 meio móvel de salvamento – viatura 4×4 ou moto 4 equipada com meios de salvamento – e 12 nadadores salvadores. São meios a serem activados sempre que as condições sejam propícias à prática balnear.

Na época balnear – 1 de junho e dia 30 de setembro -, nas áreas não vigiadas, estão no terreno 3 nadadores salvadores a afetar às viaturas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), 3 viaturas do ISN colocadas nas áreas não vigiadas determinadas pela Autoridade Marítima e nadadores salvadores nas áreas balneares sem concessionário, Nova Praia (3) e Mata (1).

O Serviço Municipal de Proteção Civil, durante todos estes períodos, disponibiliza uma rede rádio SIRESP e respetivos equipamentos, com canal dedicado, por forma a ligar entre si todas as entidades e meios envolvidos.

O objectivo é “garantir a segurança dos cerca de 8 milhões de veraneantes que durante a época balnear visitam as praias da Costa da Caparica”, reforça a vereadora Francisca Parreira

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