Afinal Marina Ferreira também afunda a Soflusa

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Francisco Alves Rito – Director

 

Falta de pessoal, de mestres a funcionários de bilheteira, não poder ser culpa apenas do passado

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As ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa têm vivido nos últimos dias um dos seus períodos mais conturbados e desta vez as causas já não podem ser explicadas apenas com responsabilidades antigas e impossibilidades compreensíveis.

O desinvestimento passado, em manutenção e renovação da frota, não explica tudo e não chega para justificar que os passageiros fiquem em terra por falta de pessoal.

O argumento mais usado para explicar os graves constrangimentos na prestação de um serviço regular e de qualidade aceitável tem sido o de que a frota está envelhecida, o número de barcos operacionais é insuficiente e que não é possível, à actual administração da empresa, resolver o problema de forma imediata porque não existem navios no mercado disponíveis para fretar.

Um argumentário que atira as responsabilidades para administrações e governos anteriores, que não fizeram o planeamento e o investimento necessários.

Mas, então, o que dizer dos constrangimentos provocados pela falta de pessoal? As recentes supressões de carreiras, como as decorrentes da greve de mestres em curso, são motivadas por falta de profissionais. Há noticia até de um barco encostado por falta de mestre que o manobre. Quando os barcos já são poucos.

A administração fez saber esta semana que ia contratar mais quatro mestres até ao Verão. Mas já vai tarde, depois de os sindicatos e utentes andarem a dizer há muitos meses que há falta de pessoal.

E não se trata de um problema de escassez de profissionais qualificados no mercado de trabalho, porque até de funcionários de bilheteira a empresa carece.

Assim, cai por terra, a ideia de que os problemas da Soflusa são todos devidos a outros.

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