De novo as eleições

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Mário Moura –
Médico

Faltam quatro dias para as eleições para o Parlamento Europeu.

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Nas várias eleições idênticas nos outros anos , os portugueses primaram pela indiferença revelada pela abstenção de mais de sessenta por cento, aliás nos outros países as percentagens de abstenções não foram muito diferentes.

Isto significa que as populações dos países que constituem a União Europeia não estão bem conscientes do interesse de tal eleição. Este ano esta abstenção é acompanhada pelo renascimento de partidos que , inclusivamente, são contra a existência da União.

E esta eleição surge num momento grave da vida que se vive, não só na Europa, mas em todo o mundo que está sofrendo as consequências duma transformação tecnológica tão forte que está modificando maneiras de ser e de comportamentos dos cidadãos.

Entre nós essas tendências anti europeias não são ainda muito significativas mas noutros países assistimos mesmo a quem queira abandonar União, ao aparecimento de partidos ultra nacionalistas e alguns em que os governos não seguem as regras que estruturam a Europa Unida.

Iremos assistir ao paradoxo de aparecer no Parlamento  Europeu um grupo abertamente anti europeu e anti democrático, lançando certamente a confusão no funcionamento da União.

Em boa verdade, entre nós a campanha tem sido muito pouco pedagógica e – parece – a demonstrar uma grande preocupação com as eleições para a nossa Assembleia da República que se efetuarão pouco tempo depois.

Ora esta aparição na nossa Europa de correntes ultra nacionalistas e até fascizantes fazem-nos lembrar os conflitos armados  que há umas décadas ceifaram milhões de vidas e arrasaram cidades – será que os adeptos desses movimentos esqueceram essas consequências das duas últimas grandes guerras?

São os seniores dos países , que viveram esses horrores, que têm a obrigação de chamar a atenção não só à juventude mas essencialmente aos que estão na força da vida e que estão presentemente na direção dos destinos políticos dos paises desta Europa.

Já não há muito tempo para ensinamentos e pedagogias por isso compete aos seniores “empurrar” o maior numero possível de cidadãos em idade de votar para que não fiquem em casa ou saiam para descansos nas praias, mas que não se esqueçam deste dever cívico que é votar – neste caso para um Parlamento Europeu onde é necessário que se viva um europeísmo vibrante que significa paz e fraternidade.

E há tantas ameaças à sobrevivência do nosso planeta, não só de conflitos armados, mas de esgotamento das riquezas naturais exploradas com o pensamento exclusivo em enriquecer, e duma verdadeira intoxicação de detritos no mar e em terra, e de alterações da atmosfera que ameaçam a sobrevivência de muitas espécies e – não o esqueçamos – da nossa própria vida humana.      Se se quer modificar este destino negro , um passo pode ser dado dentro de dias votando para um Parlamento que represente os cidadãos desta Europa em que vivemos.

Digamos NÃO à abstenção !

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