Palestina, Testemunhos da Ignomínia

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

No passado dia 11, o núcleo do Seixal do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), organizou um almoço no Clube Desportivo da Cruz de Pau. Entre os diversos convidados, estiveram os presidentes das Câmaras da Moita e do Seixal. Respetivamente, Rui Garcia e Joaquim Santos. No final da refeição/convívio, usaram da palavra Armando Farias e António Lara Cardoso, que fizeram uma breve referência aos principais conflitos em curso e ameaças à paz mundial. A situação na Venezuela, onde o imperialismo norte-americano não desiste de asfixiar económica e financeiramente aquele país através de  boicotes e embargos de toda a ordem, tentando impor a sua marioneta, Guaidó. A persistente luta (tão esquecida) do povo do Saara Ocidental contra Marrocos pela sua auto-determinação. O massacre do Iémen pela Arábia Saudita, aliada e principal cliente de armas dos EUA. A guerra comercial deste país com a China. A expansão da  NATO um pouco por todo o mundo, especialmente para leste, ameaçando a Rússia, provocando assim,  a corrida aos armamentos. As ameaças de Trump ao Irão depois de rasgar o acordo nuclear com aquele país. E  um mais demorado relato sobre a situação na Palestina, ocupada por Israel.

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Integrado numa delegação do Movimento dos Municípios pela Paz composta por representantes das Câmaras do Fundão, Soure, Seixal, Moita, Cuba, Évora, Lagoa e Loulé, a convite do Sr. Embaixador da Palestina em Portugal, O CPPC deslocou-se àquele país de 28 de março a 3 de abril de 2019, tendo contactado com Governadores e Presidentes de Câmara de diversas cidades e com representantes da Universidade e de agricultores.

Depois da exibição de um vídeo e de uma breve introdução feita pela dirigente nacional do CPPC, Zulmira Ramos, Joaquim Santos, foi convidado a usar da palavra, tendo feito uma impressionante descrição sobre o dia-a-dia, sobre a ignomínia, a que aquele povo está sujeito. São os colonatos que retalham e limitam a utilização da terra, são as centenas de check points que dificultam as deslocações dentro do próprio território palestiniano ( nem o  Embaixador se livrou, tendo os nossos compatriotas, por solidariedade com ele, voluntariamente, também se submetido). É a limitação na construção de casas e escolas, é o controlo no abastecimento de água e da eletricidade, são as provocações, a destruição de colheitas, a violência e a prisão de homens, mulheres e crianças que não se resignam e  ousam enfrentar as forças repressivas do ocupante. E é o arbítrio, a prepotência, o espezinhar do Direito Internacional, de várias resoluções da ONU.

Aqui fica uma breve síntese de que o CPPC e o Movimento dos Municípios pela Paz, testemunharam e dizem não calar. Nós também não!

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