Ser ou não ser, senhor presidente?

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João Merino
Deputado Municipal e Presidente do CDS-PP Montijo

Depois de 50 anos de negociações, indefinições, estudos e projectos, eis-nos chegados a 2019.  Ano da assinatura de um contracto que chega com 6 anos de atraso, com supressões de voos, com a companhia Aérea nacional a vencer o prémio da companhia com mais atrasos da europa e depois da sua renacionalização, de regresso à normalidade dos prejuízos. Preocupante.

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Mais ainda, com o arrastar deste clima de incerteza sobre a construção do Aeroporto Complementar da Portela no Montijo, denunciado pela ocultação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o que está a ter um enorme impacto negativo, não só no estrangulamento do fluxo turístico na Área Metropolitana de Lisboa, mas também no desenvolvimento de uma verdadeira e real bolha imobiliária que tanto estão a sentir os jovens e novas famílias nos concelhos de Montijo, Alcochete, Moita, entre outros, e que pode ter consequências graves num curto espaço de tempo.

 

Não nos parece aceitável, a estagnação que sofre a região norte da Península de Setúbal, refém do evidente calendário eleitoral do PS, que condena autarquias como a de Montijo, que há anos não fazem investimento estratégico em infraestructuras que permitam o verdadeiro desenvolvimento económico, continuando à espera dos milhões milagrosos e das contrapartidas que o novo aeroporto vai trazer e que tudo vão resolver.

 

Sendo o Turismo actualmente, o nosso mais valioso recurso natural (o nosso petróleo) e sendo um sector ainda em expansão, mas que está há muito tempo a sofrer com o deficit aeroportuário em Lisboa, será que a nova intenção do Governo, é estrangular a procura e a paciência dos operadores turísticos internacionais (de forma a deixarem de recomendar Portugal como destino de eleição) e aniquilar o desenvolvimento do hub Lisboa prescindindo de 40% de tráfego de transferência (em direta concorrência com Madrid), de forma a que o aeroporto da Portela volte a ser capaz de assumir todo o fluxo turístico, e já não seja necessário ,por parte da Vinci, o investimento e a construção de um aeroporto complementar no Montijo?

 

Será que Governo ingenuamente se deixou enganar pela Vinci, autorizando todas as obras de alargamento na Portela, há muito reclamadas, sem ter garantido sequer, a contabilização das obras de mitigação de impacto ambiental no Montijo, anunciada pelo ex-ministro Pedro Marques como fundamentais para o inicio das obras na BA6?

 

É ou não verdade que foram dadas instruções para o encerramento de contas e cancelamento dos projectos arquitetónicos do novo terminal no Montijo? E o que ouvimos da parte do sr. Presidente da Câmara de Montijo relativamente a este assunto?

Do autarca que fez o último mandato e toda uma campanha para as autárquicas assente nas vantagens da vinda do novo aeroporto, com todo o desenvolvimento a ele associado, os milhões de obras em infraestructuras que seriam feitas no concelho e que tudo o que em 20 anos não foi feito e o atraso a que os montijenses foram forçados, se resolveriam agora de uma assentada.

 

O que se ouve da boca do senhor presidente Nuno Canta? Só e apenas um ruidoso silêncio! Procurando justificar com a iniciativa dos privados, a falta de investimentos da câmara municipal em infraestructuras públicas.

 

Bem diziam os adversários políticos do actual poder autárquico de Montijo, quando questionados sobre o Aeroporto: “Não sendo um projecto dependente das vontades da autarquia, será melhor ter um projecto próprio de desenvolvimento para o futuro do Montijo, não estando á espera do Governo Central para fazer o trabalho que só a nós compete”.

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