80% de abstenção nas europeias

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

Se o Partido Socialista não se importa também me assumo como europeísta, português e alentejano; diferente de um belga ou alemão. Sem o perceber há uns dias fui envolvido numa fantochada que passou aqui pela universidade à caça de votos – ainda bem que Setúbal ficou de fora desta palhaçada.  Como eu mais uns tantos colegas, não sabíamos ao que íamos e fomos atrás de um circo de garotada, como uns perfeitos palhaços. Assim me senti.  Imagine-se, para falar de alterações climáticas, coisa muitíssimo séria, onde uns fazem negócio e outros figura de parvos porque ignorantes.  É que, entretanto, a corte política começa a ficar preocupada com a abstenção e também com populismo: há por aí uns que insistem em nos dizer o que é bom e mau, sentem-se com autoridade moral para isso. Contra a abstenção pode-se estragar o dinheiro que se queira, foi isso que vi nesta “jornada de luta”. Depois desta experiência na universidade fiquei profundamente convicto em não votar e em acreditar que esta é a melhor opção pela Europa. Acredito que os meus desejados 80% de abstenção poderão ter algum efeito numa mudança para melhor. Por coincidência, no dia seguinte, o cientista português mais citado internacionalmente, Miguel Araújo, Prémio Pessoa 2018, homem aqui da casa, esteve cá a falar da mesma coisa; contrariamente à outra esta conversa do Miguel devia ter sido obrigatória para todos nós.

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