Bibliotecas da região alargam rede de comunicação

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As bibliotecas dos concelhos da Associação de Municípios do Distrito de Setúbal passam a trabalhar num a estrutura de maior comunicação entre elas e maior cooperação. O projecto Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Setúbal foi apresentado ontem no Barreiro

 

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Entre 2010 e 2017 as bibliotecas da região emprestaram livros num valor superior a 18 mil euros, facultaram o uso de internet e PC’s num valor na ordem dos 1,3 mil euros e em actividades para crianças chegaram ao patamar de 1,7 mil euros. Estes são apenas alguns dados estatísticos que podem ser consultados no site da Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Setúbal.

O site foi revelado ontem, no Biblioteca do Barreiro, durante a sessão de apresentação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Setúbal, que inscreve 11 dos 13 municípios do distrito na Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), através das suas bibliotecas, – fora da associação estão os concelhos de Grândola e Sines.

“Este é um grande desafio: continuarmos a atrair público e dinamizar as bibliotecas”, considera a vereadora responsável pelo pelouro da Educação da Câmara do Barreiro. Para Sara Ferreira a construção desta rede vai “dinamizar mais ainda estes polos culturais”.

Ao todo, a Rede Intermunicipal é composta por 35 bibliotecas e vários polos e vem reforçar um trabalho de colaboração que vinha a desenvolver-se há 36 anos. Como diz o presidente da AMRS, este “é o grupo de trabalho mais antigo da associação”. Ao mesmo tempo destacou a Biblioteca do Barreiro, que foi escolhida para apresentação desta rede por ter sido a primeira da região com uma estrutura modernizada. De alguma forma, para Rui Garcia esta é um paradigma daquilo que considera as novas bibliotecas. “Têm de fazer um trabalho de continuidade e serem capaz de acompanhar os novos desafios”, ou seja, “resistirem aos desafios da era digital, darem a conhecer ainda mais o livro e promoverem novos escritores”.

Trata-se de aproveitar as autoestradas digitais para levar o livro ainda mais longe. “Nada substitui os livros”, diz o autarca, e a Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Setúbal “é determinante para o desenvolvimento social e reforçar a dimensão do livro”.

Acrescenta o presidente da Câmara das Moita que esta rede “é um passo em frente que nos vai permitir ganhar impulso para continuar por mais décadas a ser capaz de dar resposta positiva ao desafio de não deixarmos que se perca a consciência da leitura e a importância dos livros”.

O trabalho em rede entre bibliotecas, para além do contributo para dar maior dimensão ao site, vai desenvolver projectos partilhados desde encontros de leitura a acções de formação e troca de livros entre bibliotecas. Um dos planos referidos na apresentação de ontem por Alice Conceição, da Biblioteca do Barreiro, foi o “AMRS [email protected]” que tem na sua base promover o desenvolvimento de competências em Tecnologias da Informação e Comunicação.

Para além encontros entre bibliotecários, criação de catálogos electrónicos e publicações, na linha de projectos do grupo de trabalho da rede está o objectivo de dar maior dimensão ao “Dar de Volta”. Uma ideia que começou na Biblioteca do Seixal, que consiste na entrega de livros escolares do ano anterior e, em troca destes, receber os do próximo ano lectivo, uma ideia que já se estendeu às bibliotecas da região.

Quanto a custos, a criação deste projeto não implicou investimentos extra. “Já tínhamos todos os recursos necessários para a criação da página da internet”, referiu Sofia Martins, secretária-geral da AMRS.

 

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Rui Garcia garante que as autarquias recusam a destruição do poder local

“Vamos ter dificuldades acrescidas nos próximos anos”, diz Rui Garcia. O presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal aproveitou a apresentação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região para dar maior posicionamento sobre o trabalho do poder local na construção da sociedade, e a afirmação da cultura é uma dessas missões que considera estar em risco.

“A estrutura do Estado está a mudar, e isto também coloca em risco as bibliotecas porque querem que canalizemos verbas para outros recursos”, vinca Rui Garcia que manifesta o “não” das autarquias na cedência de ícones do poder local, e um deles é precisamente as bibliotecas públicas municipais.

“Querem transformar as autarquias em “secretarias da administração geral, mas não aceitamos virar as costas ao nosso papel de lutar pelo desenvolvimento integrado das nossas sociedades”.

 

 

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