Desafios das alterações climáticas reúnem políticos e técnicos

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A Área Metropolitana de Lisboa está exposta a alguns riscos ambientais, parte deles advindos das alterações climatéricas. Figuras de Estado e técnicos vão estar em Setúbal para debater o futuro das cidades, territórios agrícolas e costeiros

 

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O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, está hoje em Setúbal na Conferência Internacional do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML). O encontro está marcado para as 10h00 no Fórum Municipal Luísa Todi. Em cima da mesa vai estar o tema “Vulnerabilidades e Desafios Metropolitanos”, que conta no debate com o presidente do Conselho Metropolitano da AML, Fernando Medina, e o presidente do Conselho Metropolitano da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues.

“As alterações climáticas são um desafio do presente, não são futuro, nem são um risco; são uma realidade e, perante esta, temos duas escolhas possíveis: sofrer, nada fazendo, ou enfrentar o problema”, disse Fernando Medina aquando do lançamento do PMAAC-AML, em Fevereiro de 2018. Para o também presidente da Câmara de Lisboa “chegou a hora de enfrentar o problema”.

Segundo a organização este encontro marca “o arranque da fase de definição das medidas e opções de adaptação às alterações climáticas para o território metropolitano, medidas que visam minimizar as principais vulnerabilidades e os possíveis impactes e riscos climáticos já identificados na AML, durante as duas fases anteriores do Plano”.

Neste momento estão traçadas as projeções dos cenários climáticos de médio e longo prazos, através de dois períodos temporais de análise: um inicial, de 2041 a 2070, e um outro final, de 2071 a 2100.

O aumento gradual e muito significativo da temperatura média do ar, ondas de calor mais frequentes e intensas, o aumento expressivo da frequência de dias de verão e das noites tropicais, bem como a redução da precipitação anual e sua concentração temporal em períodos mais reduzidos, mas com maior intensidade de queda, serão alguns dos fenómenos climáticos estudados a serem abordados ao longo da conferência.

Serão igualmente reveladas as principais vulnerabilidades atuais e futuras da área metropolitana de Lisboa, e os potenciais riscos climáticos – como os incêndios rurais/florestais, as inundações por cheias rápidas, a subida do nível médio das águas e os eventos extremos como ventos fortes e tempestades, que poderão vir a ter impactes significativos nos 18 municípios que integram a AML.

O encontro será igualmente marcado pelas intervenções dos professores catedráticos Filipe Duarte Santos e Viriato Soromenho-Marques, bem como da investigadora e coordenadora do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Rafaela Saldanha Matos, cujo pensamento e experiências nacionais e internacionais muito enriquecerão certamente este importante debate.

 

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