Câmara compra prédio da antiga Trabatijo para reconvertê-lo em espaço cultural

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Autarquia investe um valor total de 200 mil euros no reforço do património.
Construção de centro de artes performativas na forja

 

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A Câmara Municipal vai adquirir o prédio da antiga Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores do Montijo (Trabatijo), bem como duas fracções autónomas do referido imóvel que estavam destinadas a garagens e que permitem o acesso ao equipamento, por um valor total de 200 mil euros, com o intuito de o reconverter num espaço cultural.

“Manter a memória da Trabatijo com o espólio que ali possa existir e reconvertê-lo num espaço cultural, que permita acolher actividades como teatro ou dança, entre outras, é o objectivo. No quintal pretendemos criar um espaço ajardinado e construir numa parte um centro de artes performativas, porventura albergando algumas associações”, revelou o presidente da autarquia, Nuno Canta, durante a apresentação das duas propostas que foram hoje aprovadas, com sentidos de voto distintos, pelo executivo camarário.

A proposta para aquisição do prédio, sito na Rua João Pedro Iça n.º 35 a 39, por 194 mil e 668 euros, passou com os votos favoráveis de PS (quatro) e CDU (dois) e o voto contra do vereador João Afonso (PSD/CDS-PP), merecendo reparo da oposição, pelo facto de o imóvel acabar por ser comprado a particulares que o arremataram em licitação – os vereadores da oposição lembraram que o custo teria sido mais baixo se a Câmara tivesse acompanhado o processo. Nuno Canta explicou que quando a autarquia chegou à fala com a massa insolvente da Pluricoop “já o edifício estava vendido”, mas que, ainda assim, a verba que a Câmara irá pagar “será muito barata” face ao valor de mercado.

Já as duas fracções autónomas serão adquiridas à massa falida da cooperativa por um valor de 5 mil e 131 euros, proposta que foi aprovada por unanimidade.

O imóvel “representa um património histórico, económico e social com o mesmo valor que tem a SCUPA”, disse ainda Nuno Canta.

“A Trabatijo tem os seus primórdios associados à União dos Trabalhadores Rurais Aldegalenses, uma sociedade cooperativa de responsabilidade limitada de panificação, produção e consumo, criada em 26 de Março de 1920, com a finalidade de fornecer aos sócios, filhos ou tutelados todos os artigos indispensáveis à alimentação e prestar-lhes auxílio em caso de doença, fornecendo ajuda pecuniária”, revela a autarquia. Mais tarde, nos anos 60 do século passado, acrescenta a edilidade, a referida associação “evoluiu para a Cooperativa de Produção e Consumo dos Trabalhadores do Montijo – Trabatijo, com novos estatutos e nova designação, passando a auxiliar qualquer trabalhador, independentemente da sua profissão”.

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