Adega de Pegões no pódio com o melhor vinho branco da região

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Encostas da Arrábida Reserva 2017 foi eleito o Melhor Vinho Branco da região. No total, Pegões arrecadou quatro medalhas de ouro e cinco de prata. Jaime Quendera espera novo ano promissor para a cooperativa

 

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A Adega de Pegões, no concelho do Montijo, continua a ser uma das empresas vitivinícolas mais premiadas no concurso de vinhos promovido pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), tendo conquistado este ano cinco medalhas de prata e quatro de ouro, entre elas a de Melhor Vinho Branco da região com o Encostas da Arrábida Reserva 2017.

 

“A Adega de Pegões costuma estar sempre no topo, em primeiro ou segundo lugar, o que nos orgulha porque comprova a qualidade do nosso vinho. O balanço é muito positivo”, afirma Jaime Quendera, gerente e enólogo da Adega de Pegões, no rescaldo da entrega de prémios que o colocou logo após a Casa Ermelinda Freitas (com 14 medalhas) e a Malo Wines e José Maria da Fonseca (empatadas com cinco).

 

A premiação do Encostas da Arrábida Reserva 2017 com ouro, entre os cinco melhores vinhos do concurso, e o título de melhor vinho branco deixou o enólogo bastante satisfeito, tratando-se de um exemplar de uma gama de reservas criada o ano passado. “É um vinho de gama alta, com uma parte de estágio em madeira e outra parte sem madeira, e em que usamos as castas mais nobres da região [Antão Vaz, Verdelho e Arinto] além da Fernão Pires”.

 

“A qualidade é inigualável”, reforça, tendo sido um dos 20 premiados com ouro “numa região em que concorreram 201 vinhos de 33 empresas”. “É de topo”, diz Jaime Quendera. Quem quiser comprar o Encostas da Arrábida 2017 branco – um “campeão de vendas” – poder procurá-lo em pequenas mercearias, nas lojas Recheio e em restaurantes, onde acompanha bem os peixes de Setúbal, bacalhau, massas e carnes brancas.

 

Esta não foi, porém, a primeira vez que um Encostas da Arrábida venceu medalhas no Concurso de Vinhos da Península de Setúbal. O Encostas da Arrábida Tinto 2015 já tinha ganho medalha de prata na edição de 2018, por exemplo. A nova colheita do branco está entretanto em processo de engarrafamento, adiantou Jaime Quendera em entrevista a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO.

 

Já antes, naquele que é considerado um dos mais importantes concursos de vinhos a nível mundial e o maior realizado na Alemanha – o Berliner Wein Trophy -, o Encostas da Arrábida Reserva 2017 branco tinha ganho uma medalha de prata. No mesmo concurso, cujos resultados foram anunciados já este ano, a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões recebeu também o prémio de melhor Cooperativa Produtora de Vinhos em Portugal.

 

Outra das importantes distinções entregues ao produtor montijense foi a de melhor produtor português de vinho (Portuguese Wine Producer of the Year 2018), pelo segundo ano consecutivo, no concurso International Wine and Siprits Competition, um dos mais conceituados do sector, em Londres, no final do ano passado.

 

“Este é um concurso de luxo, é o prémio mais importante da Inglaterra. Termos ganho estes dois anos consecutivos, sermos uma cooperativa e sermos do Sul é um caso único, que premeia a qualidade do vinho de Pegões”, afirmou Jaime Quendera na altura a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, reforçando: “Não sei se haverá outro caso como este. Anteriormente, que eu visse, quem ganhou este troféu foram empresas do vinho do Porto e do vinho da Madeira”.

 

Curioso foi também o facto de o importador inglês dos vinhos da Adega de Pegões ter sido igualmente premiado. “O nosso importador, inglês, também foi distinguido. Podemos dizer que trouxemos logo dois em um. É o melhor importador inglês”, frisou então. Para albergar – e dar a conhecer ao público – tamanho palmarés a empresa está, de resto, a equacionar a instalação de um museu, assunto sobre o qual o sócio-gerente não adiantou mais pormenores.

 

Concurso de Vinhos: destaques de ouro e prata

 

A propósito das medalhas de ouro ganhas no Concurso de Vinhos da Península de Setúbal, o enólogo da Adega de Pegões confessa que gostou de ver a atribuição de medalhas ao Vale da Judia Reserva tinto, um vinho de restauração lançado recentemente. Por outro lado, também o Adega de Pegões Colheita Seleccionada branco se destacou pela reincidência em prémios, nomeadamente como o melhor vinho branco da região. “Ambos são muito a imagem de Pegões”, diz.

 

Contas feitas, foram premiados com ouro os vinhos Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2014, Adega de Pegões Touriga Nacional 2016 e Vale da Judia Reserva 2015. Com prata, foram distinguidos o Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2017, Adega de Pegões Alicante Bouschet 2015, Rovisto Pais Reserva 2017, Fonte do Nico Ligeiro 2017 e Vale da Judia 2018.

 

Vinhos premiados, mas nem por isso vendidos a preços inacessíveis ao consumidor, nota Jaime Quendera, lembrando que a pedra de toque da empresa é assegurar sempre uma boa relação qualidade-preço em cada um dos produtos. Para isso também contribui, naturalmente, a escala de produção e negócio da cooperativa, que é, refira-se, “a maior empresa certificadora de vinhos em Setúbal” com “mais de 32% de quota de mercado”.

 

2019 promissor

 

O ano de 2019 está a começar bem e ao que parece tem tudo para continuar a sorrir à cooperativa, tanto em matéria de premiações – com a época de concursos nacionais e internacionais a começar em breve – como em matéria de vendas, na senda dos resultados históricos obtidos em 2018. “Foi o melhor ano de sempre para a empresa, com uma produção mais ou menos igual à de 2017, mas vendas muito melhores e um recorde de 20 milhões de facturação”, releva Jaime Quendera.

 

Canadá, Inglaterra e Polónia perfilam-se no pódio dos mercados externos que mais procuram os vinhos feitos pela adega montijense, logo seguidos dos Estados Unidos da América e Alemanha. O crescimento de vendas far-se-á através das vendas ao estrangeiro, sem fazer abrandar, contudo, a aposta no mercado nacional, onde a Adega de Pegões se mantém como uma das marcas fortes e preferidas dos consumidores portugueses.

 

A cooperativa, presidida por Mário Figueiredo, gerida por Jaime Quendera e com Maria Helena Oliveira e Carlos Pereira como membros da Direcção, afirma-se como o maior produtor da Península de Setúbal, trabalhando lado a lado com 90 sócios. A empresa foi fundada em 1958 e levou a cabo nos últimos 15 anos uma estratégia de estabilização financeira e modernização dos sistemas de produção, com o objectivo de melhorar a qualidade dos vinhos da marca, cuja venda se rege por uma boa relação qualidade-preço.

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