Inês de Medeiros poder político ao lado do povo

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Autarca afirma que em Almada o poder não vai estar num palanque

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Humberto Lameiras

 

Primeiro em sessão de Assembleia Municipal e depois na rua, Almada comemorou 25 de Abril no centro da cidade, na praça que ergue o monumento aos “Perseguidos”. Símbolo e memória daqueles que lutaram contra o regime fascista; a “todos os resistentes, a todos os presos políticos, a todos os exilados e, sobretudo, a todos os que tiveram de enfrentar a humilhação, a miséria e a falta de esperança que o regime fascista lhes impôs”, lembrou ontem a presidente da Câmara de Almada.

Inês de Medeiros, vincava que as comemorações do Dia da Liberdade “são mais que um exercício de memória”, são uma “imposição” para continuar no caminho de um futuro melhor e reafirmar aquilo que “os capitães de Abril trouxeram: um governo do povo, pelo povo. E hoje, é o povo que decide quando vota democraticamente em todas as eleições”.

Estava dado o mote para aquilo que Inês de Medeiros defende para a democracia em Almada. “É bom não esquecer a humildade que o poder deve ter”, porque “são as comunidades locais que dão vida ao concelho”. E nisto traduzia que “o poder em Almada não pode estar num palanque e longe do povo”.

E sempre referindo que “é povo que decide”, a autarca socialista mostrava o seu entendimento de que o poder político “é transitório”, porque os eleitos só exercem funções “até o povo querer”. Aliás, esta foi uma das conquistas de Abril, dizia Inês de Medeiros, numa ideia de que os políticos vão e vêm, mas “o povo fica”.

“A maior conquista que hoje celebramos é não existirem poderes absolutos. Há um poder democrático e uma liberdade viva em que temos de continuar a lutar contra a discriminação”, e a isto acrescentava a necessidade de “salvaguardar o serviço público acima de qualquer interesse partidário ou económico”.

E antes de terminar a sua intervenção com a emblemática frase “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”, a autarca referiu o movimento associativo como um dos garantes da democracia e, com ele, “Almada é muito mais rica”.

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