Empate com Portimonense foi balde de água fria à beira do fim

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Semedo pôs Vitória a ganhar, mas Ruster empatou para os algarvios aos 87 minutos

 

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O Vitória FC falhou na sexta-feira o objectivo de se reencontrar com os triunfos ao ceder um empate, 1-1, com o Portimonense, em jogo da 30.ª jornada da I Liga, que permitiu a ambos os emblemas somar mais um ponto na luta pela permanência. O golo que gelou os 4.877 adeptos que estiveram no Estádio do Bonfim, entre eles o treinador setubalense José Mourinho, surgiu aos 87 minutos por intermédio de Ruster, que anulou a vantagem que José Semedo tinha dado aos verdes e brancos, aos 63 minutos.

Sadinos e algarvios entraram em campo com baixas de peso, todas devido a castigo: os anfitriões Vasco Fernandes e André Sousa e os forasteiros Aylton Boa Morte, Dener e Lucas Fernandes. Apesar de terem sido obrigados a mexer mais no onze, os comandados de António Folha não acusaram esse facto, conseguindo ser a equipa mais perigosa no primeiro tempo e com mais ocasiões de golo.

Jackson Martínez, aos 10 minutos, e Lucas Possignolo, aos 19, ameaçaram a baliza de Makaridze, com o cabeceamento do primeiro a sair por cima da trave e o segundo a ser anulado por corte providencial de Jhonder Cádiz em cima da linha de golo. Já depois de Berto ter feito o primeiro remate dos sadinos, aos 23 minutos, num disparo do meio da rua que saiu sem perigo, o Portimonense voltou a estar muito perto de marcar, de livre direto, por Henrique, que obrigou Makaridze a brilhar, aos 36.

Apesar do ascendente do Portimonense no primeiro tempo, o Vitória dispôs da melhor oportunidade para desfazer o nulo antes do intervalo, quando, aos 45+1 minutos, após boa jogada coletiva em que intervieram Rúben Micael, Éber Bessa e Jhonder Cádiz, Nuno Valente, assistido pelo venezuelano, disparou à base do poste esquerdo da baliza defendida por Ricardo Ferreira.

No arranque da segunda parte, aos 46 minutos, o Portimonense quase chegou à vantagem, num lance em que o remate de Lucas Possignolo só não fez o 1-0 porque Cascardo evitou de cabeça que a bola transpusesse totalmente a linha de golo. Aos 53, foi de novo Henrique a tentar, mas Makaridze voltou a defender.

O susto despertou a equipa treinada por Sandro Mendes que, num lance de bola parada, inaugurou o marcador, por intermédio de José Semedo, aos 63 minutos. O médio foi à área contrária, num canto cobrado na esquerda por Éber Bessa, e cabeceou para o primeiro tento da partida. Depois de um primeiro tempo menos conseguido, o Vitória equilibrou as operações e redobrou o ânimo após o golo, voltando a ameaçar a baliza de Ricardo Ferreira num cabeceamento de Jhonder Cádiz, aos 80 minutos.

Num derradeiro esforço para chegar à igualdade, o Portimonense foi recompensado, aos 87 minutos, com o golo de Ruster, que tinha entrado aos 73, para o lugar de Hackman. O atacante, livre de marcação, cabeceou fora do alcance de Makaridze, lançando um balde de água fria nos adeptos vitorianos, que continuam assim à espera dos desfechos dos adversários directos e a fazer contas para as quatro jornadas que restam até ao final da prova.

 

 

Sandro Mendes: «Não conseguimos os três pontos mas importante é somar»

“Não jogamos sozinhos. No outro lado, tínhamos uma boa equipa, com bons jogadores. Entrámos a tentar impor o nosso ritmo, mas nem sempre o conseguimos fazer. Há mérito do adversário. Estes jogadores têm grande carácter, querer e união. A acabar a primeira parte, conseguimos ter uma bola no poste. Na segunda parte, já fomos melhores. Não conseguimos somar os três pontos, foi só um, mas importante é somar.

Quando aqui cheguei, as coisas já estavam em andamento. Tivemos um período de adaptação às novas ideias e trabalhamos com o que temos. Já outros clubes aproveitaram muito a janela do mercado. Houve uma evolução muito grande no que era o futebol praticado e a qualidade de jogo. Fisicamente, não somos inferiores a nenhuma equipa. Temos condições para atingirmos o nosso objetivo, que é ficar na I Liga.

A justiça ou injustiça interessa pouco no futebol. Puxando a brasa à minha sardinha, merecíamos ganhar. No entanto, é o resultado que temos e temos de valorizar o trabalho das duas equipas. [Empate consentido nos minutos finais pode deixar marcas psicológicas?] Entrei no balneário e vi um grupo de homens de caráter e uma ambição muito grande. Para a semana há mais um jogo e vamos entrar da mesma maneira.”

 

Ausência de proposta de consenso termina assembleia geral

A ausência de uma proposta de consenso para definir o modelo de auditoria ao Vitória levou o presidente da mesa da assembleia-geral (AG), Fernando Cardoso Ferreira, a dar quarta-feira por terminada a reunião magna do clube. O adiamento da AG no pavilhão Antoine Velge deveu-se ao facto de a Comissão da auditoria e de a direcção, que tinham apresentado a 7 de março propostas distintas, não terem conseguido chegar a um acordo, ficando prevista nova AG para o próximo mês de outubro.

Paulo Mateus, presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), órgão que solicitou a marcação da AG, explicou as razões pelas quais não foi possível chegar a uma solução de consenso entre a Comissão da auditoria e a direcção. “Não existindo um documento global com o entendimento entre a proposta da direcção e da Comissão da auditoria, a mesa da AG propôs que se desse mais tempo para haver um consenso entre as partes, ou seja, Comissão, Conselho Fiscal e direcção para chegarmos a um, relatório conjunto e definitivo”, explicou no final da reunião que teve a duração de pouco mais de uma hora.

O líder do CFD fez questão de sublinhar que existia uma proposta elaborada pela Comissão de auditoria, mas a mesma não chegou a ser apresentada aos sócios por não ser uma solução de consenso. “Havia uma proposta de auditoria, mas não era de consenso. Era apresentada pela Comissão dentro dos moldes que estavam previstos anteriormente com diferenças que foram tratadas na reunião que houve com a direção, mas não era uma proposta de entendimento. É importante continuar a fazer-se este trabalho. Esperamos fazê-lo nas próximas semanas”.

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