Eleições à porta, demagogia na rua

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

À saída de  um hotel de Lisboa, depois de um almoço para onde  fora convidada recentemente pela  Associação de Amizade Portugal-Estados Unidos da América, Assunção Cristas (AC), afirmou que votar no CDS é a melhor garantia para “libertar o país das amarras do socialismo”. Acrescentando ainda, numa ferroada ao PSD, que o seu partido, “ao contrário do PSD de Rui Rio, compromete-se que não fará acordos pós-eleitorais com o PS”.

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Evidentemente que AC, faz pura demagogia, para não dizermos que mente conscientemente. É que a fogosa e ambiciosa líder do CDS, sabe perfeitamente que não há socialismo nenhum em Portugal.  O  partido responsável pelo atual Governo, o PS, o partido que com o dela e o PSD, privatizou a banca, os seguros, as telecomunicações, os cimentos. etc., ou seja, tudo o que dá lucro, que repôs nas mãos dos latifundiários as grandes propriedades do Alentejo e Ribatejo, acabando assim com a Reforma Agrária,que criou a precariedade laboral e outras malfeitorias contra o povo e os trabalhadores, resumindo, que destruiu as bases do socialismo, como dizíamos, esse partido, o PS, é o que, para denegrir o socialismo, AC e restante direita, apelidam de socialista.

Tais declarações que, com certeza, serão repetidas à exaustão até à boca das urnas, foram feitas no local mais que adequado. Adequado Para ela, como para qualquer outro líder dos outros dois partidos da tróica do arco (arco do poder), PS e PSD, também frequentadores de tais almoços. A postura reverente de qualquer um deles, é a mesma que AC, perante a grande potência imperial do outro lado do Atlântico e do  braço armado do capitalismo que lidera, a NATO.

Acrescentar que  não esqueceu, o que no seu discurso é mais que recorrente, “as esquerdas que apoiam este Governo”. Zurzindo-as  também.

Portanto, apesar de em primeiro lugar serem as Europeias, aí temos já em pleno, a mulher que pretende liderar a direita em Portugal, a vender o seu peixe. Esperemos que não vá muito  além daquela que é a sua natural clientela: a minoria altamente privilegiada.

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