Não à NATO! Sim à paz

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (sigla em português, NATO), que completou recentemente o 70º aniversário da sua fundação (4/4/1949) da NATO,  na opinião de muito boa gente, incluindo a deste vosso escriba, pura e simplesmente já não deveria existir.

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Esta organização político-militar, diga-se, foi criada seis anos antes do Pacto de Varsóvia e, apesar disso, os seus defensores sempre justificaram a sua existência para se opor à outra. Ora se o Pacto de Varsóvia já não existe…Portanto, tal justificação, era uma falácia. A NATO  existe,  porque apesar do poderio militar do seu principal membro, os EUA, é utilizada como mais um contributo para concretização da sua velha aspiração: a hegemonia global.

O orçamento militar dos 29 países-membros desta organização bélica mais o dos seus aliados, Arábia Saudita, Israel, Colômbia e Japão, é dois terço dos gastos militares a nível mundial. No entanto, apesar disso, aos países europeus seus membros, foi colocada a exigência de um aumento até 2% dos respetivos PIB. Aumento com o qual, lamentavelmente, o Governo português já concordou.

Porque a NATO não só não se extingue, como se reforça e amplia, originando assim a corrida aos armamentos  e pondo em causa a paz mundial, tal como aconteceu nos passados dias 4 e 5 respetivamente em Lisboa e no Porto , em duas manifestações organizadas pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação a que se associaram muitas outras organizações, é imperioso, em nome da paz , exigir-se a sua extinção. Aliás, como consta  no artigo 7º  da nossa Constituição.

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