Azeitão, S. Sebastião e centro da cidade vão ter novos centros de saúde

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Município chegou a acordo com ARSLVT para auxiliar construção com doação dos terrenos e arranjo dos espaços exteriores

 

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A Câmara de Setúbal aprovou esta quarta-feira o protocolo entre o município e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para a construção de três unidades de saúde no concelho de Setúbal. Não se sabe quando as obras possam arrancar, mas o documento, aprovado por unanimidade, aponta para conclusão da concretização em 2021.

“De uma penada vemos aparecer três centros de saúde em Setúbal”, disse o vice-presidente Manuel Pisco (CDU) referindo que as unidades estão previstas para as freguesias de São sebastião, União das Freguesias de Setúbal e Azeitão. Esta ultima deve ser a localidade onde a construção arrancará primeiro, por o processo estar mais avançado.

O protocolo é “peça” da candidatura aos fundos comunitários para construção de “Unidade de Saúde de Azeitão, que na prática serão construídas duas unidades de saúde junto às piscinas de Azeitão, em terreno cedido pela autarquia”, explicou o vereador Ricardo Oliveira (CDU).

O Centro de Saúde do Bairro Santos Nicolau, junto ao Mercado da Conceição, vai dar lugar a um novo a edificar na Praça de Portugal, no terreno baldio junto à bomba de gasolina da Chesetúbal e à Avenida Infante D. Henrique.

Centro de Saúde da Praça da República (que funciona actualmente no edifício da Segurança Social) passará para o terreno na Praceta Maria Lamas, nas traseiras do Centro Comercial do Bairro do Liceu.

A participação do município passa, segundo o mesmo, pela “disponibilização dos terrenos e arranjo dos espaços exteriores” das três unidades a construir.

“Os centros de saúde vão ser mesmo construídos”, disse Fernando Paulino (PS), pedindo à CDU que tire os outdoors colocados junto aos terrenos. Ricardo Oliveira garantiu que serão retirados quando “for assinada a autorização de despesa” para a construção arranque.

 

Câmara saúda transferência do Hospital do Outão…

 

A Câmara saudou a aprovação, pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), do projecto do novo edifício do Hospital de Setúbal, que vai ter quatro pisos e acolher não só as novas urgências hospitalares mas também o Hospital do Outão.

A saudação socialista, apresentada por Teresa Andrade, “saúda e congratula” a ARSLVT pela aprovação do projecto e mereceu o apoio da CDU, que se “associou”, como disse Manuel Pisco.

Ricardo Oliveira (CDU), vereador da Educação e Saúde, confirmou que Câmara Municipal, enquanto membro do conselho, teve conhecimento do projecto em que o elemento “mais visível” é a transferência do Hospital do Outão. O autarca repetiu o que já adiantou a O SETUBALENSE, que o parecer favorável do município refere a importância de “não se perder uma única valência ou capacidade” da ortopedia.

A autarquia alertou ainda para o número de pisos destinados a estacionamento, previstos no projecto, que podem ser insuficientes. “Lamentamos que governo não desse resposta nesta matéria do aumento da pressão do estacionamento”, disse Ricardo Oliveira.

O PS respondeu, pela voz de Fernando Paulino. “Se calhar compete mais à Câmara Municipal” tratar a questão do estacionamento, disse o socialista.

 

…e novos passes nos transportes públicos

 

Foi apresentada outra saudação, também pelo PS, à introdução dos novos passes, “medida histórica e inédita”, que representa um “grande impacto” para a redução de emissões poluentes e nos rendimentos das famílias.

Pela CDU, Ricardo Oliveira louvou a medida, destacando o papel das autarquias. “Tendo Setúbal 1,2% da população do país, contribui com 2% do total do financiamento, pelo que o esforço vai além do que seria proporcional ao número de habitantes do concelho”, destacou o autarca.

Manuel Pisco, vice-presidente da Câmara, acrescentou que se trata de uma medida “três em um”, com “grande impacto social, ambiental e económico”, até com “efeito real” no emprego.

Nuno Carvalho, do PSD, considerou que a saudação “impõe-se” e que a medida é “uma das muitas que se impõem” para o desenvolvimento da região “como um todo” e acrescentou que devia ser acrescentada referência à necessidade de investimento na oferta de transportes públicos.

 

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