Chamarrita manda mais de três dezenas

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Tarde de dança açoriana no Parque do Bonfim

 

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A ideia é trazer e divulgar os jeitos populares para a comunidade sadina. Neste caso é dar a conhecer uma dança tradicional dos Açores, à moda de Santa Luzia.

Os ritmos tradicionais açorianos estiveram na tarde de domingo no Parque do Bonfim, em Setúbal, onde bailaram mais de três dezenas de pessoas ao logo de duas horas. Adultos, jovens e crianças ‘voaram’ aos ritmos de violas e concertina de Filipe Gomes, Nuno Carpinteiro e David Rodrigues e deixaram-se levar pela euforia da chamarrita, um dos mais antigos bailes mandados açorianos.

Ritmadamente, os pares repetiram os passos básicos, e outros mais requintados, da dança açoriana, neste caso à moda de Santa Luzia, na Ilha do Pico, ensinados por Carla Gomes, a mandadora da roda de chamarrita, numa iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Setúbal.

A chamarrita, um dos raros bailes mandados que ainda hoje reúne espontaneamente a população nas festas populares de verão. A roda é normalmente acompanhada de instrumentos de corda e, por vezes, também cantada, sendo que entre ilhas, e mesmo de aldeia para aldeia, coexistem diferentes versões da coreografia.

Nos séculos XVII e XVIII, com a migração de açorianos para a América do Sul, a chamarrita criou raízes no território de que fazem hoje parte o Brasil, o Uruguai e a Argentina. Na província argentina de Entre Ríos chamavam-lhe “limpia bancos”, pois ninguém ficava sentado ao ouvir os primeiros toques da viola.

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