PSD quer estender novos passes aos barcos para Tróia

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Proposta é para que Câmara de Setúbal recomende ao Governo a integração da ligação fluvial no Sado que é porta de entrada na AML

 

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O Vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, quer que o município proponha uma alteração ao funcionamento do Programa de Apoio à Redução Tarifária que permite a implementação dos passes sociais, para que os barcos que fazem a ligação a Tróia sejam incluídos.

O eleito promoveu o agendamento, para a próxima reunião de Câmara, na quarta-feira, de uma recomendação ao Governo que “solicita a possibilidade de incluir neste programa uma importante ligação fluvial que serve simultaneamente de porta de entrada na Área Metropolitana de Lisboa (AML), especificamente a ligação fluvial no Rio Sado que liga Setúbal a Tróia, concelho de Grândola”, refere o partido em nota enviada na sexta-feira.

A redução tarifária que hoje mesmo entra em vigor abrange apenas os concelhos que pertençam à mesma comunidade intermunicipal ou à AML, o que, para o autarca do PSD é “uma falha que exclui os passageiros que realizam a ligação fluvial entre Setúbal e Tróia”.

“Estes são sinais fortes de preocupação porque temos uma ligação ferroviária com menos três a seis vezes disponibilidade de transporte comparativamente às restantes estações e simultaneamente ligação fluvial de Setúbal a Tróia está excluída e não vai beneficiar de qualquer redução de tarifa”, lê-se na referida nota.

A proposta que Nuno Carvalho vai “colocar à apreciação e votação na reunião de câmara pretende eliminar estas desigualdades”, conclui o comunicado.

 

Travessia do Sado mantém fosso entre Setúbal e Tróia

 

Os preços dos bilhetes dos barcos entre Setúbal e Tróia, que os setubalenses criticam há anos pelos elevados custos, ganham agora contraste ainda mais acentuado, com a redução de preços dos transportes públicos na AML.

O passe normal de passageiro custa actualmente 79 euros por mês, tendo aumentado 97,5% em nove anos. Em 2010 o mesmo passe custava 40 euros e era já considerado caro. No ano seguinte aumentou 50%, para os 60 euros. As actualizações anuais têm sido galopantes, sempre bem acima da taxa de inflação. No último aumento, de 2018 para este ano, o preço do passe passou de 76,50 para os 79 euros.

A travessia foi concessionada à Atlantic Ferries – empresa do grupo Sonae Capital que detém também o empreendimento turístico em Troia, através da Troiaresort – em 2007, pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), e pelo prazo de 15 anos, e inclui o transporte fluvial de passageiros, através de catamarãs, e de veículos, ligeiros e pesados, com ferryboats.

O serviço público nesta travessia confunde-se com interesse privado do Troiaresort e há quem aponte estratégia para manter população afastada (ver opinião nesta página).

Um tema a que O SETUBALENSE voltará muito em breve. Aguardamos apenas as respostas às perguntas que enviámos à Atlantic Ferries e Troiaresort.

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