Makaridze e Mendy reforçam Vitória para o embate com o Feirense

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Plantel treinou ontem de manhã em Palmela e viajou à tarde para Lousada, onde vai estagiar até segunda-feira

 

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Depois do venezuelano Jhonder Cádiz no dia anterior, ontem foi a vez dos internacionais Makaridze e Mendy se juntarem ao plantel do Vitória FC para ficarem às ordens do treinador Sandro Mendes para o duelo de segunda-feira, 20:15 horas, no reduto do Feirense. O guarda-redes da Geórgia e o avançado da Guiné Bissau treinaram de manhã com o plantel em Palmela e viajaram à tarde para Lousada.

Na localidade do distrito do Porto, que fica a cerca de 70 quilómetros de Santa Maria da Feira, os sadinos vão ter a oportunidade de trabalhar com máxima tranquilidade até ao dia da partida da 27.ª jornada da I Liga. Envolvidos na luta pela permanência no escalão principal, os vitorianos estão a encarar o embate com o conjunto fogaceiro com o objectivo de somar os três pontos.

No Estádio Marcolino de Castro, os setubalenses vão ter o apoio de cerca de meio milhar de adeptos. Confirmados estão já seis autocarros, número que pode aumentar nas próximas horas. Para contrariar o facto de o jogo se realizar na segunda-feira à noite e atrair o maior número possível de público, a administração do clube resolveu disponibilizar de forma gratuita transporte e ingressos aos adeptos que queiram marcar presença no encontro.

Impedidos de dar o contributo à equipa continuam os lesionados André Pedrosa, médio que não joga mais até ao final da temporada, e Mikel Agu e Alex Freitas, elementos que recuperam de lesões musculares. Além do trio, numa altura em que se aguarda a decisão do Conselho de Disciplina sobre o recurso apresentado pelo Vitória sobre o castigo aplicado a José Semedo, continua de fora o defesa Nuno Pinto.

 

Nuno Pinto: «O meu sonho é voltar aos relvados»

 

O lateral-esquerdo, que tinha sido diagnosticado em Dezembro de 2018 com um linfoma e anunciou este mês de Março que estava “limpo” da doença, disse terça-feira ao jornal Record que não vê a hora de voltar a jogar. “Os meus sonhos já foram concretizados. Uns mais do que outros. O meu sonho neste momento é voltar aos relvados e espero que consiga fazê-lo”, confessou ao diário desportivo antes da gala do jornal O Gaiense.

Nascido em Vila Nova de Gaia há 32 anos, Nuno Pinto foi homenageado por aquele órgão de comunicação da sua terra natal a quem ofereceu uma camisola sua do Vitória. O atleta fez questão de deixar um alerta nas declarações que proferiu na ocasião. “Podemos controlar quase tudo menos a saúde. Infelizmente aconteceu um problema comigo, mas graças a Deus correu sempre tudo bem. Quero alertar as pessoas para terem sempre alguns cuidados, fazerem análises, porque felizmente comigo aconteceu no início, é sempre mais fácil de tratar, mas casos avançados são mais complicados. Alerto as pessoas para fazerem exames, para, caso alguma coisa de mal acontecer, seja detectado no início”.

Consciente de que pode fazer espalhar a palavra, o defesa considera ser seu dever reforçar a necessidade de todos se manterem vigilantes. “Sinto que posso criar o alerta para as pessoas e para os mais jovens. O normal é um jogador de futebol ter saúde, nada poder acontecer, mas não é bem assim. Fiz análises, nada foi detectado, mas aconteceu o que aconteceu. Não quero ser inspiração para ninguém, apenas um alerta”, disse aos jornalistas presentes na iniciativa.

Nuno Pinto, que afirmou não ter ficado indiferente com a onda de solidariedade que se gerou em torno de si nos últimos três meses, fez questão de agradecer o apoio que lhe deram. “Quero agradecer a todos os clubes, não só portugueses, mas estrangeiros. E às pessoas que me ligaram. Não foi por uma situação boa, mas foi bom. É sinal que as pessoas gostam de mim. É sinal que o país se solidarizou por uma causa e fiquei sensibilizado”.

O defesa dos vitorianos fez ainda questão de enaltecer a sua mulher, Cátia Pinto, durante o período difícil que viveu nos últimos meses. “Se calhar é mais guerreira que eu, nunca me deixou cair. Agarro-me a ela e aos meus três filhos. É pensar em coisas positivas. O que me incomodou mais não era a doença porque há tratamentos para isso, era não poder fazer o que mais gosto, treinar e jogar. Já faltou mais, já vou a meio, falta agora a outra metade”.

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