David Justino defende professores e ataca Governo

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 Vice-presidente do PSD veio ao Montijo falar sobre Educação

 

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A contagem do tempo de carreira dos professores e a avaliação dos docentes foram duas das questões a merecer maior destaque no jantar/debate sobre Educação, numa iniciativa da Comissão Política do Montijo do PSD que teve como orador convidado David Justino, vice-presidente do partido laranja. O evento realizou-se na passada sexta-feira nas instalações do Clube Desportivo e Recreativo “Os Unidos”, perante militantes e simpatizantes social-democratas dos concelhos de Montijo, Moita e Alcochete, além de professores, educadores e responsáveis da instituições de solidariedade social locais.

Sobre as actualizações salariais, e sobretudo a contagem do tempo de carreira dos professores, o antigo ministro da Educação salientou a “injustiça que tem sido feita com os profissionais de Educação”, criticando a actuação do Governo de António Costa. “A motivação dos professores e dos educadores é um dos pontos fulcrais”, disse, sublinhando a importância de “proporcionar e reconhecer as condições de trabalho dos docentes”. Mais tarde ou mais cedo, vaticinou, o Governo “terá de ceder às negociações com os sindicatos, aos benefícios e aos bónus”.

A aposta na educação na infância, a qualificação e a constante motivação dos professores, e a autonomia das escolas, com avaliação de desempenho das mesmas, foram vectores considerados como essenciais pelo número dois do PSD. Na educação de infância, lembrou que o partido propõe “creches gratuitas, com espaços, infantários e escolas adequadas a crianças de tenra idade”, de modo a ser “possível uma capacidade de resposta digna e em tempo útil, com acréscimo de horários, de modo a facilitar a vida dos pais”.

Já ao nível da autonomia das escolas, adiantou: “É possível descentralizar serviços e competências para as escolas e dar-lhes autonomia nos projectos. É importante que as escolas possam ter o seu próprio desempenho para que possam ser avaliadas”.

Pedro Vieira, presidente da concelhia do Montijo do PSD, foi um dos intervenientes no debate, confessando-se preocupado com “a gestão das escolas, que deixa os alunos extremamente carregados em termos de horários e conteúdos curriculares”. A concluir, vincou a importância da aposta “numa educação cívica acessível a todas as crianças e jovens”, numa altura em que “a juventude se dispersa e ocupa-se em actividades muitas vezes duvidosas e sem acompanhamento”.

 

 

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