Novos passes ainda precisam de muita explicação

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Francisco Alves Rito – Director

A informação tem sido muita mas muita gente, sobretudo idosos, continuam com duvidas

 

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A forma como vão funcionar os novos passes metropolitanos ainda não é completamente clara para importantes franjas de potenciais utilizadores. Os idosos, por exemplo, fazem muitas perguntas – alguns até dirigindo-se ao jornal -, como, por exemplo, se há mesmo um desconto para os mais velhos e a partir de que idade, se o cartão que já têm serve, se, no caso da Soflusa, o passe que actualmente custa 36,60, vai aumentar para 40 euros, etc, etc.

É certo que tudo isto está a ser muito rápido, que alguns aspectos só recentemente ficaram definidos e que outros eventualmente ainda nem estão decididos, mas a comunicação mostra lacunas.

Além das respostas disponíveis na Internet, no site da AML, pouca ou nenhuma informação detalhada se encontra, pelo que é natural que as pessoas que não lidam com o digital não encontrem facilmente as respostas de que precisam.

As campanhas de publicidade resumem-se às de autoria dos municípios e, além de quantitativamente fracas – face à dimensão da mudança – resumem-se genericamente ao anuncio do feito, com praticamente nenhuma informação prática.

É certo que, com a prática, o funcionamento será entendido, mas deveria haver mais comunicação com os destinatários. As entidades promotoras construíram um edifício de transformação notável, com elevados recursos financeiros, e depois não dedicaram nada à componente informativa ao público.

Já agora, aproveitamos para tentar responder a algumas das perguntas. Que o passe concelhio para as pessoas com mais de 65 anos custa 20 euros, as crianças até aos 12 anos não pagam, os cartões actuais servem para o novo regime e, no caso da Soflusa, o passe mantém o mesmo preço mas só dará para esse barco. Os utentes podem optar pelo passe metropolitano, pagando mais 3,40 euros, e assim usar também os outros transportes.

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