Colectivo de Valorização Artística mostra “Transparências”

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O CVA – Colectivo de Valorização Artística de Azeitão inaugura este sábado, dia 23, pelas 16h00, a exposição colectiva de artes plásticas “Transparências”, onde reúne obras contemporâneas realizadas em vidro por vários artistas nacionais

 

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Alexina, Conceição Cabral, Fernanda Guerreiro, Fernando Quintas e Nelson Figueiredo são os artistas responsáveis pelas obras que até 7 de Abril podem ser apreciadas no CVA – Colectivo de Valorização Artística, situado no edifício do antigo cinema de Vila Nogueira de Azeitão, na exposição “Transparências”. Os projectos expostos têm o vidro como material principal, trabalhados em vários formatos e com diversas técnicas.

 

“A ideia para esta exposição surgiu de forma muito simples, com uma pequena conversa com um amigo que me sugeriu que reunisse os artistas do vidro e fizesse uma exposição com as suas obras. Eu concordei, disse que era uma excelente ideia. E foi assim”, começa por explicar Palmira Moreira, membro fundador e da direcção da associação CVA – Colectivo de Valorização Artística, responsável pela organização da exposição. “Convidei alguns artistas, que trabalham o vidro, e marcámos então esta exposição. Acho importante a dinamização desta actividade porque obras em vidro não são muito divulgadas em exposições, pelo menos aqui em Portugal, e os artistas que trabalham o vidro contemporâneo são muito poucos. Quase todos nos conhecemos uns aos outros”, adianta.

 

A exposição colectiva de artes plásticas de tema livre tem como objectivo divulgar os trabalhos de artistas contemporâneos que se dedicam ao vidro, jogando com o brilho e reflexo da luz próprios do vidro bem como com a sua cor, delicadeza e transparências, uma vez que, na opinião de Palmira Moreira, “em Portugal, embora seja um país com fortes tradições ligadas ao vidro, esta não é uma arte que seja muito divulgada, que seja muito acarinhada e a ideia é mostrar às pessoas que se pode fazer com o vidro”.

 

A artista, que também participa nesta mostra, considera ainda que “quando se fala no tema, as pessoas têm sempre a ideia dos mestres vidreiros que trabalham nas fábricas do vidro, na Marinha Grande, principalmente, e que fazem aquelas peças todas muito bonitas, sobretudo peças decorativas”, mas aproveita para esclarecer que “o que se vai mostrar no CVA é uma coisa completamente diferente. São obras de arte de artistas plásticos que trabalham o vidro de forma contemporânea. Há até obras que têm outros materiais, como o metal e a madeira, mas têm sempre o vidro. É a componente que tem de estar sempre presente”.

 

Vêm de várias partes do país, com percursos distintos, mas têm algo em comum: o vidro e a paixão por trabalhar este material. Em “Transparências”, os cinco artistas do vidro mostram as suas, ou pelo menos parte delas, nos trabalhos que trazem até ao CVA já este fim de semana. Depois da inauguração, a exposição pode ser visitada às sextas, sábados e domingos até ao dia 7 de Abril, entre as 15h00 e as 20h00 no nº85 da Rua José Augusto Coelho, em Vila Nogueira de Azeitão.

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