Condenado a 16 anos por matar ex-agressor

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Jovem atacou outro à facada na bomba de gasolina da Aroeira

 

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O tribunal de Almada condenou ontem a 16 anos de prisão André Lopes, 25 anos, pelo assassinato do seu ex-agressor, que nove anos antes o tinha esfaqueado. “Você ainda não tem bem noção do que fez, mas durante a pena que vai cumprir, espero que pondere sobre isto para quando sair consiga tomar as melhores opções”, disse a juiz do tribunal de Almada durante a leitura da sentença. André Lopes terá ainda que pagar 90 mil euros a título de indemnização à família de Jonathan Gutierrez, a vítima.

O crime deu-se na noite de 23 de maio do ano passado, junto ao posto de gasolina da Aroeira, no Seixal. O trabalhador aeroportuário dirigiu-se ao local para conviver com os amigos, mas assim que viu o antigo agressor, foi buscar uma faca e regressou ao espaço. André acercou-se de faca em punho pelas costas Jonathan Gutierrez, deu-lhe um toque no ombro e quando o encarou esfaqueou-o mortalmente no pescoço. “Pensavas que me tinha esquecido?” referiu antes de cometer o crime. André colocou-se em fuga, mas entregou-se às autoridades ainda nessa noite. O alerta foi dado pelas 23:30 horas e ao local acorreram os bombeiros voluntários da Amora que realizaram manobras de ressuscitação, embora sem sucesso.

O arguido justificou em tribunal o crime com o consumo excessivo de álcool e drogas, aliado ao trauma com que diz que vive desde que foi esfaqueado. “Assim que o vi entrei em pânico, fui buscar uma faca que encontrei perto de casa e depois de fumar todo o haxixe e o álcool que tinha comigo, voltei para o picar no braço, mas nunca o quis matar e não sei como o atingi no pescoço”, disse na audiência.

A juiz considerou o crime bastante censurável, espelho duma sociedade “onde ocorrências destas se ouvem bastante frequentemente”. “Os pais criam os filhos para que estes tomem as melhores opções ao longo da sua vida e você tomou a pior possível”, dirigiu-se a juiz no tribunal ao arguido, acrescentando que “depois de cumprir a pena, ainda vai ter muita vida pela frente, mas o mesmo não vai acontecer com a vítima”.

Jonathan Gutierrez já tinha sido condenado por ofensas à integridade física qualificada pelo esfaqueamento de André Lopes em setembro de 2009. O tribunal de Almada aplicou nessa altura ao homem com ascendência colombiana uma pena de onze meses de prisão, suspensa por um ano.

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