A última vítima

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

A Venezuela é a última vitima do imenso rol de intervenções criminosas dos EUA um pouco por todo mundo, para depor  governos e substitui-los por outros com vista à imposição da sua hegemonia. Do seu império. Para isso, não olham a meios nem a métodos. Desde a mentira ao crime puro e duro.

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Depois da campanha mediática global dos camiões queimados com “ajuda humanitária pelas hordas de Maduro”, eis que é mesmo o insuspeito “The New York Times” a desmentir a cabala. Afinal, um vídeo da investigação promovida pelo destacadíssimo jornal nova iorquino, prova que foi a rapaziada apoiante do intrépido Guaidó, também conhecido como a marioneta ou homem dos americanos, a incendiar com coquetéis molotov a tão generosa oferta.

Em relação à sabotagem, ao ataque cibernético, contra o sistema automatizado de controlo da central hidroelétrica de El Guri(a maior da América Latina e a quarta maior do mundo) que deixou sem energia elétrica cerca de 80% do território venezuelano e que afetou gravemente o sector dos transportes, o abastecimento de água, a segurança, os hospitais e a economia de uma maneira geral , passados 3 minutos da sabotagem, o senador norte-americano Marco Rubio anunciou no Twitter que o sistema de controlo automatizado de apoio da central hidroelétrica de El Guri tinha falhado. No mesmo dia e na mesma rede social, Guaidó afirmou: “Para a Venezuela é claro que a luz chega com o fim da usurpação de Nicolás Maduro”. E o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ainda no Twitter, rematou, “Não há comida, não há medicamentos, não há luz, a seguir não haverá Maduro”.

Portanto, se dúvidas houvesse em relação aos autores dos crimes referidos, só quem for absolutamente ingénuo ou mal informado, as continuará a ter.

Lamentável também, aliás, mesmo trágico, é que a social-democracia ( para não falar já na democracia-cristã e na extrema direita) apoie todas estas violações grosseiras do Direito Internacional. Todo este terrorismo de estado. Aliás, já aqui o escrevi; o grande drama dos nossos dias, a par do efeito das alterações climáticas, é a subordinação da social-democracia ao capitalismo e ao imperialismo norte-americano. Gerando assim, a desilusão de largas massas e o aparecimento de demagogos, populistas e fascistas.

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