Socialistas acusam maioria CDU de muito prometer e pouco fazer

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Gerida pela CDU, a Freguesia do Sado revela vários problemas estruturais urbanos, é o que diz a oposição socialista que acusa, principalmente, os mandatos de Manuel Véstias de se terem baseados em promessas

 

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Com quase 4 800 eleitores, a Freguesia do Sado divide os mandatos na Assembleia de Freguesia entre a CDU, que nas Autárquicas de 2017 ficou com seis eleitos, e o PS com três mandatos. Um quadro partidário que se tem repetido ao longo dos anos, com mudança em número de mandatos, e praticamente desde sempre liderado pela força comunista.

É fazendo contas aos mandatos e, particularmente aos de Manuel Véstias como presidente, que o socialista Osvaldo Valente, eleito para a Assembleia de Freguesia do Sado, diz que “praticamente nada tem sido feito pela freguesia”, mas logo acrescenta que neste último mandato, e terceiro, “há trabalho executado”.

Em favor deste executivo CDU, Osvaldo Valente que têm existido “melhoramentos em espaços verdes”, só que a obra feita parece pesar pouco na que está por fazer na opinião do socialista. Um dos casos que aponta é a falta de acessos ao centro de manutenção construído num dos extremos da Freguesia, parede meias com a Freguesia de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra. “Não tem acesso pedonal, as pessoas têm de caminhar pela estrada”.

Aliás, as acessibilidades são um dos pontos negros da localidade, segundo o socialista. Fala em “estradas sem alcatrão e outras meio alcatroadas”, a isto acrescenta a “falta de passeios”. Apontando o dedo a Manuel Véstias, diz que o presidente da Junta “em todas as campanhas eleitorais promete que vai asfaltar ruas, mas os mandatos decorrem e nada é feito”.

Para exemplificar o que diz aponta a Rua Ferreira de Castro em que “só uma parte está asfaltada”. À falta de alcatrão soma a “falta de passeios em toda a freguesia”, é o caso da Estrada da Morgada em que “os espaços com passeio foram feitos pelos moradores”, afirma.

 

Passeios construídos pelos moradores

 

Esta via, uma das maiores da Freguesia do Sado, é citada ainda para representar “a falta de saneamento básico”. Comenta Osvaldo Valente que este é “o mais grave problema na zona de Faralhão”, e é mais um caso de “promessas eleitorais nunca cumpridas”. A particularidade é que “os moradores mesmo não tendo saneamento básico pagam-no com a conta do consumo de água. E como têm fossas sépticas, pagam ainda a limpeza destas.

Se o saneamento básico é o problema maior para os munícipes do Faralhão, no caso da localidade de Praias do Sado as grandes queixas, identifica o eleito do PS, são a “falta de asfalto”.

Também na lista das promessas eleitorais não cumpridas apontada pelo partido da oposição ao executivo comunista está a construção do Centro de Dia do Sado, um equipamento cuja “falta é sentida pela população” e que já quase se perdeu no tempo.

As contas de Osvaldo Valente apontam a 2009, ano em que “o executivo diz ter feito o pedido do projecto à Câmara de Setúbal”, mas dez anos depois, “nada foi feito nem temos qualquer resposta”, apesar dos socialistas questionarem o executivo de Manuel Véstias. “Dizem-nos que há terreno para construir o centro, mas sobre a sua construção pouco ou nada esclarecem”.

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