O plano maquiavélico de Costa para a regionalização

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Francisco Alves Rito – Director

Para não ouvir os portugueses e não ter de respeitar a Constituição, o primeiro-ministro aguarda que Marcelo deixe Belém

 

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A recente entrevista de António Costa ao Porto Canal confirma o que já aqui escrevemos, sobre a forma encapotada como o PS quer fazer a regionalização.

O primeiro-ministro diz que enquanto Marcelo Rebelo de Sousa for Presidente da República não acredita que a criação de regiões administrativas avance. Costa recordou que na revisão constitucional de 1997, a seguir ao fracasso da regionalização em referendo nacional, o PSD, liderado por Marcelo Rebelo de Sousa, “impôs um mecanismo que exige obrigatoriamente referendo para se poder avançar na regionalização, quer um referendo sobre o ‘sim’ à regionalização, quer depois referendos sobre o mapa em concreto”. Devido a esta “posição histórica” de Marcelo, durante os seus mandatos, o “tema fraturante” deve ser evitado.

Ou seja, António Costa quer fazer a regionalização sem qualquer referendo. A estratégia, como se vê, é não consultar os portugueses, tanto sobre a regionalização como quanto ao mapa.

Já sabíamos que a intenção era concluir a regionalização nas costas do povo, com as áreas metropolitanas e cinco região administrativas correspondentes às actuais CCDR e ficamos a saber agora que esse plano chega até ao ponto de deixar arrastar o processo até que Marcelo saia de Belém, para evitar fazer os referendos.

É errado e maquiavélico. Maquiavélico na forma, pelo cinismo político, e errado na substância. A regionalização, além de constitucional, tem que ser útil ao desenvolvimento económico, social e democrático do país.

O plano maquiavélico de Costa falha logo no primeiro pressuposto da regionalização. Sem um mapa que faça a diferenciação positiva entre litoral e interior, as regiões pouco ou nada servirão para a sua primeira função; equilibrar o desenvolvimento em todo o território nacional.

 

A Navigator e a poluição no Sado

A entrevista ao presidente da junta aborda, de forma muito soft, um tema a que havermos de ir brevemente.

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