Apoio do Centro Cívico ainda não chega à totalidade da população

18
visualizações

Do isolamento à falta de condições económicas, muitos são os factores que ainda afastam a população sénior de uma inclusão plena

 

- Pub -

O Centro Cívico de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra está em funções desde 2008 com apoio domiciliário e centro de dia. Neste momento, por acordo estabelecido com a Segurança Social, presta apoio a 13 utentes em centro de dia e 32 em apoio domiciliário. No entanto, a instituição tem capacidade para receber 40 utentes em serviço de apoio domiciliário e 39 em centro de dia.

No parecer de Marlene Caetano, directora técnica do centro, esta situação deve-se a uma resposta total “insuficiente” por parte da Segurança Social, “que deveria ter condições para financiar a totalidade destes apoios”. Sendo esse o motivo pelo qual “muitas pessoas não estão integradas neste centro, por falta de condições financeiras”, uma vez que a Segurança Social não financia a totalidade do apoio.

Para Marlene Caetano é necessário pensar na “amplitude da freguesia, tendo em conta que o seu território tem uma população dispersa, com idade avançada, afastada do centro da cidade”. Contexto que coloca as carências sociais dentro da freguesia como “prioritárias” refere.

Para além do trabalho desenvolvido junto da população sénior através do Centro Cívico, a Associação de Solidariedade Social da Freguesia de Gâmbia – Pontes – Alto da Guerra também intervêm na distribuição de cabazes alimentares, dentro da rede do Banco Alimentar Contra a Fome. “Um apoio prestado a 20 famílias da freguesia e alguns já fora do concelho de Palmela”.

A resposta social ideal, segundo Marlene Caetano, passaria por “criar condições de financiamento dos serviços domiciliários e centro de dia, para que a totalidade da população tivesse acesso a estes recursos. Essa seria forma mais activa de combater o isolamento, a falta de assistência e conquistar, sim, uma inclusão plena”.

Comentários

- Pub -