“A música revela muito sobre a minha vida”

No desafio da Arte, a melodia dos sons simples transparece o que Miguel Reis sente, em cada novo momento da sua carreira

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Miguel Reis - Fotografia de Alex Gaspar

“Não encontro uma expressão para traduzir a minha imagem aqui. É o olhar do fotógrafo que está impresso. O modo como ele vê o meu percurso e sente a minha música. Acho que é isso que traduz melhor esta imagem”, revela Miguel Reis, músico e autor reconhecido como Tio Rex.

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Sobre o modo como o público irá interpretar o momento captado para o projecto “30 SETUBALENSES, 30 ARTISTAS”, o Tio Rex reflecte, “a mensagem desta imagem vai depender da visão que cada pessoa do público tem sobre a minha música. Uma Arte que considero muito subjectiva. Inspirada nos sons simples da vida quotidiana”.

Quanto ao inusitado e inspirador nome “Tio Rex”, Miguel Reis conta que, “surgiu através de uma brincadeira”. Era o ‘nickname’ que usava nas redes sociais. “E acabou por ficar no ouvido e funcionar, mesmo porque muitas pessoas já me conheciam como Tio Rex”.

 

Inspiração nos sons simples do quotidiano

 

“Não  sou  um  melómano”, assume. “Nem tão pouco consumo grandes quantidades de música. Inspiro-me sobretudo na vivência do dia-a-dia e nos sons simples do quotidiano”.          E é esse o segredo da sua música. “Os sons da vida, que nos rodeiam e que estamos sempre a absorver”.

Com seis anos de carreira, o músico destaca sobretudo os três primeiros. Época em que Setúbal foi o palco central e a rampa de lançamento da sua carreira. “O lugar onde apresentei vários concertos”.

Sobre os seus álbuns, o músico não tem dúvidas, “o que marcou mais o Tio Rex foi “5 Monstros”, lançado em 2014 e “Harmonia”, lançado em 2015”. Trabalhos que o levaram ao festival Bons Sons e ao festival Moovie, no São Jorge, firmando o projecto, a cada passo, com mais força no mundo da música.

 

O futuro dos sons esquecidos

 

Em Março de 2018, Miguel Reis lançou o EP “5 Tragedies”. E, actualmente, está dedicado a outra produção composta apenas por sons de banjo. “Um trabalho que estava guardado na gaveta há muito tempo, mais cru, puro e conectado ao instrumento em si”.

O músico identifica esta produção como “um disco entre discos, quase que uma colectânea de sons perdidos”.

Uma distinção que faz questão de vincar a cada novo trabalho. “Os meus EP’s diferem muito uns dos outros, porque no fundo são sempre muito marcados pelo momento que estou a viver. De uma forma geral, é sempre um desafio entrar no mundo da Arte. Um desafio no sentido em que nos obriga, enquanto artistas, a produzir, a ser constantes e coerentes”.

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