Setúbal: bar Rockalot quer eliminar o plástico de vez

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O bar situa-se em frente à Praia da Saúde, em Setúbal.

Depois de substituir as palhinhas de plástico e as palhetas do café por outros materiais mais amigos do ambiente, o dono do estabelecimento espera eliminar em breve as garrafas de plástico

 

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A venda de bebidas em garrafas de plástico tem os dias contados no Rockalot, conhecido bar/cafetaria em frente à Praia da Saúde, em Setúbal. O dono do estabelecimento, Mateus Nabais, conta deixar de vender garrafas de água de plástico até ao final do mês de Fevereiro – substituindo-as por garrafas de vidro –, naquele que será o último passo para poder eliminar os utensílios de plástico do bar, tudo em prol do meio ambiente.

Neste momento o Rockalot já só vende uma marca de água em garrafas de plástico, contou Mateus Nabais a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, pelo que estará para breve a substituição desse produto por um igual em garrafas de vidro retornáveis. Tal representa um custo acrescido para o bar, mas mais do que olhar a despesas, o empresário de 34 anos fala numa medida necessária e de “bom senso” para com o meio ambiente.

“Investir na alteração dos componentes [plásticos dos produtos vendidos no bar] é uma das coisas que mais nos preocupa, por uma questão de consciência ecológica. O impacto do bar no meio ambiente sempre nos preocupou”. Por ter essa preocupação em mente é que já antes, em 2017, tinha tomado a decisão de retirar as palhinhas de plástico do balcão, como forma de desincentivar os clientes a pedi-las.

As mesas do bar têm todas cinzeiros e de vez em quando um funcionário do bar ajuda a manter a praia limpa.

O ano passado Mateus Nabais conseguiu então substituir as palhinhas de plástico normais por outras de plástico biodegradável, que à vista desarmada têm a mesma textura. Também as palhetas do café, que eram de plástico, foram trocadas por palhetas de madeira, “mais caras” para o orçamento do bar. “É nossa obrigação”, reforçou o responsável.

Além de tudo isto, nas mesas foram reforçados os cinzeiros – pequenos vasos com areia dentro – para os clientes colocarem as beatas e evitar que sejam arrastadas pelo vento para o passeio, para a areia ou para o mar, por exemplo. No verão passado, a iniciativa de oferecer uma bebida em troca de um copo cheio de pontas de cigarro revelou-se um sucesso, por isso Mateus Nabais conta repeti-la a partir da primavera.

As medidas têm como objectivo minorar o impacto diário do bar no meio ambiente, minimizando a produção de resíduos plásticos e descartáveis. É bom lembrar que o plástico é um componente orgânico de polímeros sintéticos, produzido a partir de petróleo, e que serve de matéria-prima para o fabrico dos mais variados objectos, tendo uma grande durabilidade, mas também elevados riscos ambientais.

Como forma de sensibilizar as pessoas para o problema da poluição dos oceanos, o empresário tem também a ideia de instalar painéis informativos com indicação do tempo que os lixos urbanos demoram a decompor-se – uma garrafa de plástico leva 450 anos a desaparecer, por exemplo. Mateus Nabais está convicto de que com estas medidas o Rockalot pode fazer a diferença e lembra que “por princípio” “vários empresários setubalenses separam o lixo nos seus estabelecimentos”.

Sobre esta matéria, o ministro do Ambiente João Pedro Matos Fernandes disse, a 25 de janeiro, que o objectivo é que Portugal elimine as palhinhas, garrafas e outros utensílios de plástico até ao final de 2021. “Queremos que no final de 2021, início de 2022, estejam proibidos em Portugal um conjunto de utensílios de plástico descartáveis como as palhinhas, os misturadores, o talher e os pratos de plástico”, afirmou o governante, segundo a Lusa.

 

Fotografias: André Rosa

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