Costa destaca trabalho de Pacheco Pereira com visita a arquivo na Baía do Tejo

113
visualizações

Primeiro-ministro e ministra da Cultura estiveram no armazém da Associação Ephemera, no Barreiro. Pacheco Pereira recebeu também grupo de comentadores do programa Quadradura do Circulo

- Pub -

O primeiro-ministro elogiou ontem a qualidade “notável” do trabalho desenvolvido pelo antigo dirigente social-democrata José Pacheco Pereira no campo da história contemporânea de Portugal, destacando em especial a biografia do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal.

António Costa falava no final de uma visita ao espaço “Ephemera”, Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, na antiga zona industrial do Barreiro, numa iniciativa que contou também com a presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Numa visita sempre acompanhada pelo presidente da Câmara do Barreiro, o socialista Frederico Rosa, o líder do executivo ouviu Pacheco Pereira explicar-lhe que a “Ephemera” é uma associação cultural sem fins lucrativos, com 150 voluntários dedicados à preservação de elementos diversos que caracterizam ou simbolizam uma determinada época histórica, sobretudo no plano nacional.

“Temos pontos de recolha em todo o país para a salvação da memória”, disse Pacheco Pereira em pleno armazém do “Ephemera”, onde, por exemplo, estão guardados centenas de cartazes de partidos políticos do pós-25 de Abril de 1974, assim como largos milhares de materiais diversos de propaganda política.

António Costa disse que conheceu Pacheco Pereira na Assembleia da República, mas que a sua amizade se desenvolveu já quando os dois participaram no programa “Quadratura do Círculo” da SIC-Notícias.

“Quero aqui salientar a elevada qualidade do Pacheco Pereira como historiador, com um trabalho do qual destaco a notável biografia que escreveu sobre Álvaro Cunhal”, comentou o primeiro-ministro.

António Costa referiu ainda “o gosto ilimitado” de Pacheco Pereira pela preservação da memória, com “uma capacidade militante para recolher tudo, sejam documentos clandestinos, sejam objetos de campanhas autárquicas”.

“Este trabalho de preservação da memória histórica da ditadura em Portugal, da revolução, da consolidação da nossa democracia e da integração europeia – este fio condutor – é de uma enorme importância”, acrescentou o primeiro-ministro.

Pacheco Pereira agradeceu as palavras de António Costa e deixou uma nota de humor: “Está em sua casa senhor primeiro-ministro, embora haja aqui algumas memórias complicadas para o seu partido, como aquele cartaz a dizer PS partido marxista”.

Mais a sério acrescentou: “Tentamos salvar a memória colectiva sem pesar no erário público”.

Os presidentes da Assembleia e Câmara Municipal do Barreiro, André Pinotes Batista e Frederico Rosa, também estiveram presentes.

A visita foi acompanhada pelos administradores da Baía do Tejo, Jacinto Pereira e Sérgio Saraiva, cujo empenho no desenvolvimento de um ‘cluster’ ligado à Cultura no  Parque Empresarial do Barreiro, têm na proximidade com Pacheco Pereira e Alexandre Manuel Dias Farto ‘Vhils’ dois fortes exemplos.

Comentários

- Pub -