Vereador do PSD em Setúbal vai enviar declarações de Mamadou Ba ao Ministério Público

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O vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, vai enviar as declarações do assessor do BE Mamadou Ba sobre a PSP para o Ministério Público, para este avaliar se existe razão para um processo judicial.

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“Enquanto assessor da Assembleia da República, penso que o senhor Mamadou Ba não deveria referir-se à PSP nestes termos e que deve ser escrutinado por isso. Decidi enviar as declarações que ele proferiu para o Ministério Público avaliar se existe razão para lhe instaurar um processo judicial”, disse Nuno Carvalho.

“As declarações de Mamadou Ba, que utiliza a expressão `bosta da bófia´, são extremistas e inaceitáveis. Não há nenhuma comunidade em Portugal que se reveja nestas declarações”, justificou o autarca social-democrata.

O dirigente da SOS Racismo e assessor do BE Mamadou Ba publicou um texto na rede social Facebook em que fala da “violência policial” no bairro da Jamaica, no Seixal, e dos confrontos na segunda-feira em Lisboa, referindo-se à polícia como “a bosta da bófia”.

Nuno Carvalho anunciou ainda que vai propor ao executivo camarário de Setúbal, de maioria CDU, a aprovação de uma moção de apoio à PSP e aos moradores do bairro da Bela Vista. “Os moradores da Bela Vista também não se revêm nos actos de vandalismo que têm ocorrido nos últimos dois dias”, disse.

Durante a última noite, os bombeiros foram chamados a combater oito focos de incêndio em caixotes do lixo e ecopontos do bairro da Bela Vista.

Esta quarta-feira, cerca das 9h30, desconhecidos terão incendiado também o quadro eléctrico das instalações do Grupo Desportivo Os Amarelos, perto do bairro da Bela Vista.

Em comunicado divulgado também nesta quarta-feira, a PSP lembra que “as acções criminosas relatadas constituem crimes de dano qualificado e incêndio que afectam directamente o bem-estar e qualidade de vida das populações, e passíveis de ser punidos com pena de prisão”.

Por isso, aquela força de segurança apela às pessoas para que “denunciem imediatamente às autoridades todas as acções idênticas que presenciem ou de que tenham conhecimento, de forma a possibilitar a identificação e detenção dos suspeitos da prática dos crimes”.

Em comunicado anterior, a PSP esclareceu que “nada indicia, até ao momento, que [os referidos incidentes] estejam associados à manifestação” de protesto contra uma intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal.

O Ministério Público abriu um inquérito aos incidentes no bairro da Jamaica e a PSP abriu um inquérito para “averiguação interna” sobre a “intervenção policial e todas as circunstâncias que a rodearam”.

Lusa

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