O ano novo – 2019

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Mário Moura –
Médico

Com festas, musica e fogo de artifício entrámos num novo ano, a horas diferentes mas em todo o mundo existiram festejos. Porque todo o mundo organiza festividades na mudança de ano? Porque toda a gente entra no ano novo no meio do barulho de intensos divertimentos? Certamente porque , em geral todas as pessoas tiveram algo de que se queixar do ano velho e deseja e faz projetos para o ano que entra – é, pelo menos a ESPERANÇA de toda a gente (ou quase toda!).   E será que da análise do ano que finda ainda é legítimo ter esperança de que as coisas vão mudar para melhor? Estando os sistemas políticos e sociais cheios de mazelas – tiranias, penas de morte, guerras fratricidas, anseios de poder a qualquer preço, avanço das extrema direitas em múltiplos estado fazendo recordar possibilidades de fascismos e de despotismos ou sistemas de censura, campeando em todos os estratos, dos negócios ás políticas a corrupção (não necessitamos de ir muito longe para verificar esse facto entre nós), vivendo meio mundo sempre na expectativa dum louco ato terrorista, estando a braços com desemprego , fome e pobreza, vendo os Campos Elisios cheios de homens armados, e estando a própria natureza parecendo colaborar nesta deterioração da vida das pessoas com tremores de terra, erupções vulcânicas, tsunamis, inundações, , aquecimento global com consequências de que a maioria de nós estamos pouco conscientes, será que podemos ter esperança de que o 2019 seja paradisíaco?     Muitos de nós confiamos na inteligência do homem para reagir a toda esta panóplia de desgraças e defeitos usando e desenvolvendo a alta e minuciosa tecnologia. Mas pensemos um pouco: os robots estão em franco desenvolvimento tirando inevitavelmente muitos empregos, a inteligência artificial dará a esses robots capacidade de decisão (se alguém duvida disto lembre que um computador já venceu um campeão de xadrez!), os automóveis sem condutor já são um facto, os telemóveis evoluíram com uma rapidez impressionante para smartefones e outros aparelhos que nos dão apoio em miríades de ocupações e decisões, a impressão em 3D é uma revolução extraordinária para se construir tanta coisa que se deixa de comprar, os estudantes podem dispensar professores pois podem ter toda a informação e explicações nas novas tecnologias, e esta loucura chega até à medicina onde já se fazem intervenções cirúrgicas orientadas por computador e…a distância, onde se aperfeiçoam aparelhos que nos podem dizer os vários parâmetros analíticos duma pessoa pelo telefone – tudo isto é uma vertigem dada a velocidade do desenvolvimento da técnica em todos os seu ramos – eu assisti aos primeiros rádios, depois ás primeiras televisões, agora a tudo o que descrevi sumariamente nas linhas a cima. Daqui a dez anos talvez assista a coisas dificilmente imagináveis pois a probabilidade de vida também vai subindo numa vertigem – em breve será normal viver até aos 100 anos com saúde! ( eu para lá vou caminhando) Será que os homens impregnados da atual maneira individualista e egoísta de viver conseguem mudar o rumo da nossa vida? Será que os poucos homens detentores do poder (e do dinheiro) serão capazes de mudar de rumo tomando consciência de que esse rumo nos leva para uma verdadeira ameaça  de catástrofe? O Papa Francisco luta para chamar os homens à razão, uma ONU luta para emendar alguns dos graves erros das nossas sociedades, e depois haverá pelo mundo fora alguns que têm consciência da situação e gritam bem alto que estamos em perigo. Mas homens como, por exemplo o presidente Tremp, muitos políticos deixam morrer famintos fugidos das guerras à sua frente com indiferença, chefes de governos orientam mesmo a sua atuação par o lado fascistoide, e o povo pouco esclarecido vota neles. É necessário que, pelo menos os cristãos ouçam  Francisco e ponham em prática  uma convivência fraterna que faça com que os outros ( a maioria) possam dizer “olha como eles se amam” pelo “bom odor de Cristo” que deles dimana. E assim poderíamos celebrar com alegria o novo ano de 2019 que acaba de entrar! Eu gostava de poder gritar bem alto “viva o ano novo!

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