Famílias desafiam-se na melhor gastronomia sadina

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Um dos programas de entretenimento da televisão pública escolheu a paisagem do Sado para o concurso de gastronomia que coloca famílias a competir umas com as outras pela melhor mão para a cozinha

 

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A Doca dos Pescadores, em Setúbal, foi ontem palco das filmagens do concurso da RTP1 Famílias Frente a Frente, que passa semanalmente ao domingo. Com o Sado e embarcações de pesca em fundo, cinco famílias desafiaram-se entre si para ser apresentado ao júri composto pelo chef’s José Avillez, Filipa Gomes e Hugo Nascimento.

“Queríamos uma zona piscatória que fosse bastante bonita e com tradição gastronómica, e Setúbal tem tudo isso”, referiu um dos elementos da produção a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO.

Durante a manhã as famílias foram desafiadas a dar o seu melhor perante condições mínimas para cozinhar. Qualidade mesmo só a dos produtos que foram buscar ao Mercado do Livramento, um dos mais famosos a nível mundial, e a mão para a cozinha dos concorrentes para além da opinião do júri. “É como se fosse um teste de sobrevivência”.

Quanto aos pratos a serem avaliados, a indicação da produção foi para a gastronomia tradicional de Setúbal, portanto, o peixe. “Umas famílias escolheram confeccionar caldeirada, outras foram para o tamboril, e também houve quem escolhesse o choco frito”.

Apenas com duas bocas de gás, água a garrafão, bancas de madeira improvisadas, paletes e caixas de plástico para transporte peixe a defenderem os alimentos e o lume do vento, os quatro elementos de cada família tentavam organizar-se com recurso ao básico alguidar e balde plásticos.

Como se não houvesse público a assistir nem câmaras a filmar toda a acção, os concorrentes resistiam ao frio de Janeiro, mantinham-se concentrados e mudaram o aroma junto ao rio. Enquanto isso, os três chef’s aguardavam dentro de uma tenda.

“Setúbal é cada vez mais internacional. Vêm p’ra cá fazer filmes, como estiveram ai há pouco uns indianos, fazem telenovelas e outras coisas como aquela série dos detectives com o cão e há duas semanas a RTP esteve no Bocage a fazer um programa o dia todo”, comentava o pescador júlio; e ria com as idas e vindas dos alguidares, enquanto respondia ao que lhe parecia ser a azáfamas nas cinco cozinhas improvisadas. Pelo meio lá veio uma voz, de homem: “A caldeirada cá não se faz assim”.

Se a caldeirada saiu bem cozida a cru ou não, se o choco ficou bem frito ou não, em Março se saberá quando o programa for para o ar.

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