A condição de ser idoso

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Joaquim Gonçalves – Presidente da Federação Distrital de Setúbal do MURPI

A revolução de Abril assegurou o direito de todos os trabalhadores á reforma após uma longa vida de trabalho para ter direito e oportunidades de realizar atividades, que não de natureza profissional, que lhes permita uma vida calma e que lhes permita a fruição cultural ou desportiva e lúdica.

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A maioria dos órgãos da comunicação social amplia o preconceito para com os idosos dando imagens que desvalorizam a condição dos reformados e idosos, sentados num banco de jardim, ou olhando para o nada e sem qualquer alegria e dinamismo, não dão imagens que valorizem as diversas atividades em que estão envolvidos no movimento associativo, nas suas atividades reivindicativas e nas suas atividades lúdicas.

Lembremo-nos das políticas da direita que atacaram os direitos dos reformados e idosos e que quis fazer passar a ideia da sua desvalorização, apelidando os idosos como uma peste grisalha.

A cidadania dos idosos tem que ser ampliada e reforçada porque não se pode ignorar que a pessoa idosa necessita de ter a sua autonomia e que é titular dos seus direitos e deveres perante toda a sociedade. A sociedade e o Estado precisa mudar a sua conduta em relação ao envelhecimento, pois temos que ter uma sociedade que tem consciência dos direitos de todos os indivíduos e está capacitada para garantir o espaço social de todos os cidadãos, nomeadamente dos idosos. As decisões políticas devem promover iniciativas no sentido de a sociedade reconhecer a cidadania dos idosos e incentivar à participação ativa da população idosa na definição dos programas destinados aos reformados pensionistas e idosos.

O programa de ação recentemente aprovado no 9º Congresso do MURPI exige das entidades públicas a promoção e criação de incentivos e apoios que permitam o usufruto da cultura, nomeadamente através da formação e contratação de dinamizadores nas diversas áreas de cultura e lazer a que os reformados se dedicam. Exigimos também o apoio com a redução e, em certas circunstancias, o acesso gratuito a visitas a museus, monumentos históricos, exposições culturais, teatros e outros espetáculos.Defendemos o apoio financeiro especial, pelo Estado, para as atividades culturais desenvolvidas pelas organizações do movimento associativo.

Envelhecer com direitos é também reafirmar e assegurar o enriquecimento cultural e a aquisição de novas competências que permitam a integração dos reformados, pensionistas e idosos na comunidade onde residem.

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