Balanço do ano

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

Por muito espaço que se possa dispor, e, naturalmente, não  sendo o caso, o balanço de um ano, terá de ser sempre uma síntese. Assim, destacaremos mesmo o que consideramos mais relevante. Cá pela Lusitânia, negativamente, referimos o grande incêndio de Monchique, a mais que previsível tragédia de Borba, a queda do helicóptero do INEM, o caso Tancos que se arrasta sem fim à vista, o exageradíssimo destaque dado pelos media ao futebol, e o elevado numero de acidentes rodoviários com as inerentes trágicas consequências cujos principais responsáveis são os próprios condutores. Positivamente, tivemos a continuação da estabilidade social decorrente da atual solução governativa, quebrada ultimamente por greves em diversos sectores, justificadas por justas reivindicações há muito pendentes, e pela parte que cabe aos trabalhadores relativamente a alguma melhoria das Finanças Públicas.  Ainda positivamente e em relação a estas lutas, pela persistência, unidade e até como exemplos, destacamos a dos estivadores do porto de Setúbal e a dos professores.

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No plano internacional, pela positiva, graças à ação da Rússia, do Irão e da própria Síria, referimos  as boas perspetivas quanto ao fim da já longa e devastadora guerra neste país, também de alguma esperança em relação ao massacre do Iémen pela Arábia Saudita, a aproximação entre as Coreias, e pouco mais vislumbramos. Acrescentaremos as tomadas de posição do papa Francisco condenando justamente a guerra e outras patifarias. Negativamente, teremos mesmo que sintetizar, porque não chegava esta página inteira. Assim, assinalamos a continuação dos muitos milhares de refugiados da guerra e da fome, tantos deles que continuam a morrer no Saara e no Mediterrâneo, o anunciado orçamento militar dos EUA para este ano, o maior de sempre; 716 mil milhões de dólares, o que para além de acentuar a corrida aos armamentos, significa a continuação do velho sonho americano de hegemonia global, que inclui o rasgar do Acordo Nuclear com o Irão e o abandono do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio. Ainda como muito negativo, a continuação da ingerência e agressão de Israel sobre a Palestina, a eleição de Bolsonaro e o despontar de populismos, da demagogia e do fascismo na Europa e um pouco por todo o mundo.

Terminamos com uma palavra de esperança, porque, apesar de reveses, o caminho da humanidade é no sentido do humanismo e não  da barbárie.

Aos nossos estimados leitores e leitoras, desejamos um  ano novo o melhor possível.

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