Arrábida II: Serra bendita

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

Dois, natureza. Um valor incalculável.
Calcular, em Euros, o valor do Capital Natural da Arrábida é a tarefa principal para proteger e valorizar a natureza e criar a riqueza para que se viva mais feliz nesta abençoada terra.

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A natureza exige ser viva e vivida, esta deve ser a inspiração, o DNA, da Agenda Arrábida. A natureza não vivida é morta. A Arrábida merece e tem de ser vivida. Só assim pode ter vida e ser rica. A prática de proibir para proteger é errada. É tempo de corrigir tamanho disparate. A Agenda Arrábida deve começar por aqui. Como? A vida, o quotidiano, o bom senso mostra-nos que proteção e valorização de recursos não só são compatíveis como se complementam e potenciam. O inventário do Capital Natural da Arrábida está mais que feito. Falta calcular o seu valor em Euros, esta é uma tarefa não só necessária como prioritária. Esta informação vai possibilitar a tomada de decisão mais consciente e verdadeira. Logo de seguida vem a questão: o que fazer, como valorizar este potencial? Espreitar o que faz quem faz melhor que nós não custa muito.

Provavelmente seremos surpreendidos pela simplicidade de muitas ações e, sobretudo, pelo seu efeito muito positivo. Isto é, contrariamente ao que se sempre pensa por cá, não são necessários milhões de Euros. Mesmo por cá há excelentes exemplos, a Rota Vicentina é um deles. Este produto, de exceção entre nós, prova na prática e objetivamente o que defendemos para a Arrábida. Este lugar, que dá pelo nome de Arrábida, tem uma profundidade que se funde com as pessoas que a habitam e configura uma paisagem única que sintetiza uma dimensão natural, religiosa, cultural, social e económica que não pode ser ignorada. Assim, a Agenda Arrábida terá ainda a grande mais valia de realçar a identidade deste lugar e potenciar a sua apropriação pelas gentes que cá vivem, como parte integrante deste ecossistema.

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