Sadinos briosos contrariam crise em Vila do Conde

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Wanderson Galeno (D) do Rio Ave disputa a bola com Gustavo Cascardo do Vitória de Setúbal, durante a 17ª jornada do jogo da Primeira Liga de Futebol disputado no Estádio Rio Ave Futebol Clube (Estádio dos Arcos ), em Vila do Conde, 13 de janeiro de 2019. FERNANDO VELUDO/LUSA

Berto marcou golo do empate que permite ao Vitória terminar a primeira volta da Liga com 19 pontos

 

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O Vitória FC alcançou este domingo um empate (1-1) no reduto do Rio Ave na partida que encerrou a 17.ª jornada da I Liga de futebol e, consequentemente, da primeira volta do campeonato. Depois de ir para o intervalo em desvantagem no marcador (1-0), os sadinos, que jogaram a partir dos 63 minutos em superioridade numérica, chegaram à igualdade aos 84 minutos por intermédio de Berto.

Com o empate, após quatro derrotas consecutivas no campeonato, os vitorianos somaram pontos pela segunda jornada consecutiva (antes tinham-no feito na recepção ao Chaves). O jogo de ontem teve também a particularidade de contrariar o mau histórico que os sadinos têm em Vila do Conde, cidade onde perderam 17 vezes e empataram seis em 23 partidas aí disputadas no escalão principal.

Numa altura em que o clube vive fora das quatro linhas um cenário de crise devido ao facto de terem salários em atraso, facto que levou a Liga a notificar o Vitória que tem até 21 de Janeiro de apresentar as provas de pagamento dos salários em atraso aos jogadores, o triunfo setubalense esteve perto de ser alcançado nos derradeiros minutos, período em que dispuseram de ocasiões flagrantes para marcar e triunfar.

O Vitória entrou em campo sem o avançado Mendy, jogador que foi autorizado na véspera do encontro a deixar a equipa para assistir ao funeral do pai em Paris. Jhonder Cádiz foi o substituto do guineense na frente de ataque. Cristiano (guarda-redes), Cascardo Artur Jorge, Dankler e Vasco Fernandes (defesa), Mikel Agu e José Semedo (médios defensivos), Alex Freitas, Éber Bessa e Zequinha (médios ofensivos) completaram o onze.

Depois de nos primeiros 10 minutos o jogo ter sido repartido, o brasileiro João Schmidt, que já representou os vitorianos, criou o primeiro lance de perigo junto da baliza defendida por Cristiano, à passagem do minuto 12. Volvidos cinco minutos, os sadinos responderam por intermédio de Éber Bessa num remate que foi travado pelo guardião Léo Jardim.

Galeno, um dos homens mais perigosos do conjunto nortenho, já depois de ter deixado a defesa sadina em sobressalto aos 19 minutos, desfez o nulo quando o cronómetro assinalava 27 minutos. Na cobrança de um livre directo, por falta cometida por Dankler, o atacante brasileiro rematou de pé direito e levou a bola a descrever um arco que levou a bola a entra na baliza defendia por Cristiano.

A perder por 1-0, o Vitória tentou aproximar-se com a mais frequência da baliza contrária como ilustra o remate de Cascardo, na recarga a um livre directo, que levou a bola a sair sobre a trave. A tentativa de reação não teve efeitos práticos, muito por responsabilidade da boa organização dos anfitriões, que, até ao intervalo, tiveram em Galeno, extremo cedido pelo FC Porto, o seu jogador mais perigoso.

Na segunda parte, o Vitória entrou melhor e esteve perto de empatar, aos 51 minutos, num remate de calcanhar do venezuelano Jhonder Cádiz que foi travado pelo guarda-redes Léo Jardim. Um minuto depois o atacante desviou a bola, após cruzamento de Zequinha, levando-a a passar perto do alvo.

O Rio Ave respondeu à pressão vitoriana num remate de Carlos Vinícius, aos 59 minutos, que rematou colocado ao lado do poste da baliza dos setubalenses. Junto da baliza do Rio Ave, Jhonder Cádiz era o elemento mais perigoso e voltou, aos 63, a ficar perto da igualdade num cabeceamento que só não deu golo devido a defesa do guardião do Rio Ave, equipa que ficou a jogar com dez elementos nesta altura devida à expulsão de Matheus Reis, que viu o segundo cartão amarelo e consequente vermelho.

A jogar em superioridade numérica, o treinador Lito Vidigal lançou em campo Rúben Micael e Berto para os lugares de José Semedo e Zequinha, respectivamente. As alterações surtiram efeito, uma vez que saiu dos pés de Berto, aos 84 minutos, numa altura em que o Vitória estava já por cima do jogo, o golo da igualdade. O avançado aproveitou um mau atraso de Buatu para o guarda-redes para chegar primeiro à bola, contornar o guardião Léo Jardim e rematar certeiro para o 1-1.

Até ao apito final, foi o Vitória quem mais perto esteve de chegar ao triunfo. De livre directo, aos 89 minutos, Éber Bessa obrigou o guarda-redes contrário a voar para evitar que a bola entrasse junto ao ângulo superior direito da baliza vila-condense. Aos 90+2 e 90+4, os sadinos dispuseram de duas oportunidades flagrantes para voltar a festejar golo por intermédio de Jhonder Cádiz e Valdu Té. Ao falharem na finalização, que voltou a ser a principal lacuna da equipa, manteve-se o empate 1-1 entre o Rio Ave e Vitória, que vira o campeonato com 19 pontos na classificação

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